Marco de Bria Jr – Osmar Ricardo não pode posar de vítima depois das escolhas que fez. A verdade é dura, mas precisa ser dita: ele se comportou como mercadoria. Mostrou que tem preço e, pior, que não tem caráter político para sustentar a confiança que recebeu.
Foi alçado à Câmara num gesto político generoso, para fortalecer a representação do seu partido e do campo progressista. Não chegou lá por protagonismo próprio, mas por articulação e compromisso coletivo. E o que fez? Traiu. Abandonou o projeto que ajudou a eleger Lula, se aproximou do que há de mais antipovo e passou a flertar com setores que sempre atacaram políticas públicas essenciais para quem mais precisa.
Ao invés de honrar a luta histórica do PT e o voto de confiança que recebeu, preferiu negociar posição e protagonismo. Escolheu o barulho, a confusão e o palanque fácil. Escolheu se juntar a quem torce contra o Recife e contra avanços sociais.
Não é perseguição quando alguém colhe as consequências dos próprios atos. É responsabilidade. Quando um representante troca princípios por conveniência, deixa de agir como liderança política e passa a agir como produto em prateleira.
A pergunta continua ecoando: em Santo Amaro, no nosso bairro, ele vai conseguir olhar nos olhos do povo que confiou nele? Porque quem transforma mandato em moeda de troca pode até ganhar espaço momentâneo, mas perde o respeito.












