Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Política

Partidos pequenos e seus candidatos midiáticos irão desaparecer no horário eleitoral

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 16:21
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Fernando Castilho

Afinal, quando a próxima campanha política começar na TV, quantas vezes os candidatos vão aparecer em rede nacional para pedir o seu voto? Com 31% das preferências nas intenções de voto, o ex-presidente Lula (cumprindo pena em Curitiba, condenado por corrupção) e se o seu partido conseguir registrar candidatura à Presidência da República, teria exatos 1 minuto e 35 segundos de tempo para aparecer na TV durante a campanha.

Ou três comerciais de 30” (os demais 5” seriam somados e a cada seis dias poderia ter quatro aparições. Jair Bolsonaro, que tem 15% das intenções na Pesquisa Data Folha, apareceria uma vez a cada três dias já que seu partido (PSC) tem direito a apenas 10”. Marina Silva, que tem 12% nas pesquisas, também só apareceria uma vez a cada três dias já que o Rede detém 0’12”. Geraldo Alckmin apareceria ao menos duas vezes por dia, Michel Temer (ou seu candidato) teria três aparições, pois, o MDB, sozinho, tem 1’26” do tempo de TV e o PSDB 1’18”.

O problema de Lula, de Bolsonaro e de Marina é a capacidade deles se juntarem com grandes e médios partidos. No caso do PT, as posições atuais em manter a candidatura de Lula tornam quase nulas a possibilidade de, por exemplo, uma aliança do PT com o PDT de Ciro Gomes e o PC do B, por exemplo, que fariam o ex-presidente ter cinco comerciais de 30” no horário político, por dia.

No caso de Bolsonaro e Marina as chances de agregar mais tempo teriam que vir partidos como o PR (no caso de Bolsonaro) e com algum outro partido de esquerda, no caso de Marina. O problema desses partidos está nos adversários. Especialmente, os grandes MDB e PSBD. Para se ter uma ideia da desproporcionalidade do que isso representa, basta ver o que aconteceria se, por exemplo, o PSDB atrair o PP, PR, PTB, PSD e até mesmo o PSB de Paulo Câmara, que fariam o tempo subir para astronômicos 5’12” fazendo Geraldo Alckmin aparecer 12 vezes por dia.

No caso de Michel Temer (se ele for candidato), uma coligação com os mesmos partidos (PP, PR, PTB, PSD) mais o DEM de Rodrigo Maia, faria o candidato do governo aparecer ao menos 10 vezes por dia na campanha. Dito de outra forma: Quem conseguir atrair na sua coligação gente como o PP, PR, PTB, PSD, PRB e DEM pode simplesmente “dominar” a campanha na TV, enquanto os demais vão praticamente desaparecer nos 45 dias que a campanha durar. Essa desproporcionalidade exibe uma face cruel da campanha a presidente no Brasil.

Temer pode aparecer até 10 vezes por dia na campanha eleitoral

Os grandes partidos têm um enorme poder de atração dos partidos satélites como é o caso do PP, PR, PTB, PSD e até mesmo o DEM que, por enquanto, mantém Rodrigo Maia na disputa. Isso na campanha quer dizer que, na disputa eleitoral, vai haver um bombardeio de comercias dos candidatos dos grandes partidos na TV, que vão atrair os partidos médios com promessa de apoio no futuro governo.

Tem mais: O MDB está no governo e tem mais poder de atração que mesmo o PSDB. Para facilitar a vida desses dois gigantes, o PT não está com uma política de alianças como fez no passado, o que praticamente jogou no colo do PSDB e do MDB os partidos que fecharam com o PT anteriormente como o PP, PR, PTB, PSD e o PDT. O tempo de TV vai ser decisivo.

Mas, a estrutura que esses partidos intermediários darão aos candidatos do PSDB e MDB nos estados, praticamente, os colocam numa das vagas do segundo turno. Mesmo que o ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB), Bolsonaro (PSL) e Marina (Rede) estejam bem nas pesquisas, isso terá uma fortíssima mudança quando começar a campanha. Na prática, eles vão “sumir” da TV e só poderão aparecer se provocarem fatos políticos.

Tanto que Marina já decidiu usar seus minguados comerciais para chamar seus eleitores para a internet. Bolsonaro, se não atrair um partido intermediário, terá de fazer a mesma coisa. Os demais nem isso. Claro que tempo de TV não garante voto. Mas, imagina Alckmin e o candidato do MDB com suas megaestruturas nos estados e com 10 ou 12 comerciais por dia na TV? E Bolsonaro e Marina aparecendo uma vez a cada três dias?

Tem mais: a junção de partidos como o PSDB e MDB com os partidos médios quer dizer estrutura de campanha nos estados com centenas de candidatos (com potencial de eleição para a Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas) pedindo voto para o candidato a presidente. Isso quer dizer que haverá campanha para esses candidatos mesmo que eles nunca apareçam nos estados.

Os candidatos nanicos não terão essa estrutura pedindo votos nos estados. Resumindo: Os nanicos podem até fazer barulho nas mídias digitais e aparecerem nas pesquisas. Mas, na hora do vamos ver, o jogo vai ser diferente. E por mais perturbador que isso possa parecer, haverá enormes possibilidades de elegermos não só a maioria dos mesmos deputados hoje citados na Lava Jato, como elegermos um presidente apenas pela força das estruturas partidárias. Aliás, as leis criadas em 1988 pelos deputados são exatamente para isso.

EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Raquel Lyra (PSD), André Teixeira Filho e Eduardo da Fonte (esq. p/ dir.)

Clima azedou de vez quando primo da governadora interpelou Dudu da Fonte em pleno Palácio

Por Ricardo Antunes - O clima de desconfiança entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o líder do PP, Eduardo da Fonte, azedou de vez no último encontro...

O deputado federal, Eduardo da Fonte (PP) e a governadora Raquel Lyra (PSD)

Irritado com Raquel, Dudu da Fonte reage e retira bancada da base do governo. “Foi uma afronta”

Por Ricardo Antunes - Irritado com a demissão de Bruno Rodrigues pela governadora Raquel Lyra, o deputado Eduardo da Fonte (PP) mandou os 11 deputados da Federação União...

O que as pesquisas eleitorais revelam em Pernambuco

Jamildo Melo e Magno Martins postam somente as pesquisas que lhe interessam

Por Ricardo Antunes - A divulgação recente de pesquisas eleitorais em Pernambuco escancarou um problema antigo e feio: a seletividade na informação. Alguns veículos preferem destacar apenas números...

O deputado federal, Eduardo da Fonte (PP)

Dudu da Fonte convoca reunião com os 11 deputados da Federação para a próxima segunda-feira (13)

Por Ricardo Antunes - Tão logo soube da demissão de mais um indicado no governo Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) convocou uma reunião...

Raquel Lyra fecha com Miguel Coelho nas eleições

Com demissão, Raquel rompe de vez com Dudu da Fonte e fecha com Miguel Coelho para o Senado

Por Ricardo Antunes - A exoneração do presidente do Ceasa, Bruno Rodrigues, remete a uma leitura óbvia: Raquel Lyra rompeu de vez as pontes com o presidente da...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Tolentino é demitido mas Revista CrusoÉ esquece que o furo de reportagem "nasceu para todos". Calma, garotos

Por favor, faça login para comentar

Ipojuca

Governo PE

Suape

Empetur

São Lourenço da Mata

Governo PE

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fake News Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.