Por Ricardo Antunes – O cantor Paulinho Moska voltou a emocionar o público pernambucano. Foi ontem (27), no Teatro do Parque, na noite desta sexta-feira (27), com o espetáculo “Os Violões Fênix do Museu Nacional”.
Com os ingressos esgotados, a produtora Estandarte acertou novamente em cheio e trouxe um espetáculo que deixou todo mundo com um “gostinho de quero mais”.
A apresentação foi marcada por um forte simbolismo. No palco, Moska utilizou dois violões construídos com madeiras resgatadas do incêndio do Museu Nacional, em 2018 — transformando tragédia em arte e memória.
O show começou com trechos do documentário “Fênix: o Voo de Davi”, que conta a história dos instrumentos criados pelo luthier Davi Lopes. A partir daí, o público mergulhou em uma apresentação intensa, que misturou música, emoção e reflexão.
Fiel ao seu estilo de dialogar com a plateia, ele falou o nome do Recife pelo menos umas oito vezes. “Ah, Recife, que cidade linda”, exclamou em uma delas. E fez reverência a Lenine, Alceu Valença, Lula Queiroga e Silvério Pessoa — os dois últimos estavam na plateia.
No repertório, sucessos como “A Seta e o Alvo”, “Pensando em Você” e “O Último Dia” ganharam novas interpretações, carregadas de significado. O artista também homenageou Pixinguinha, com a canção “A Dor Traz o Presente”.
Ao cantar “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, dos irmãos Márcio Borges e Lô Borges, ele falou de como o chamado “menino prodígio” do Clube da Esquina lhe pediu para gravar essa canção em um álbum que lançou com outros cantores. “Em plena pandemia, o Lô Borges me liga e, a partir daí, ficamos muito próximos. Aquele período foi muito estranho. Eu gosto mesmo é desse contato”, explicou. Lô morreu em novembro do ano passado, aos 73 anos.
Com mais de 30 anos de carreira, Moska mostrou por que segue como um dos nomes mais respeitados da música brasileira, conectando gerações com letras poéticas e apresentações cheias de sensibilidade.
Mais que um show, a noite foi uma experiência sobre reconstrução, arte e resistência cultural. Um espetáculo que nosso blog acompanhou de perto. Um dos donos da produtora, Fernando Soares, vai brindar a cidade com boa música o ano todo.
Os próximos shows da Estandarte Eventos no Teatro do Parque serão: Chico César (02 de maio), Zeca Baleiro (16 de maio), João Bosco (30 de maio) e Lenine (08 de agosto).
Super recomendo, é claro.
Confira o vídeo
Paulinho Moska emocionou o público no Teatro do Parque com o espetáculo “Os Violões Fênix do Museu Nacional”, onde tocou violões feitos com madeiras resgatadas do incêndio do Museu Nacional de 2018. pic.twitter.com/5bfbRKmBkJ
— Ricardo Antunes (@blogricaantunes) March 28, 2026












