Do JC – Balanço da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC), divulgado neste domingo (3), aponta que Pernambuco registra 9.540 pessoas entre desalojadas e desabrigadas após as fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias e deixaram seis mortos.
Segundo o levantamento, são 1.632 desabrigados, que precisaram deixar suas casas e dependem de abrigos públicos, e 7.908 desalojados, que estão temporariamente em casas de familiares ou amigos. Ao todo, 30 abrigos foram abertos para acolher a população atingida.
Ainda de acordo com o governo estadual, mais de 4,4 mil itens de ajuda humanitária, como colchões, kits de higiene e materiais de limpeza, já foram distribuídos. Equipes também atuam no monitoramento de áreas de risco, atendimento a ocorrências e levantamento de danos nos municípios afetados.
O secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, coronel Clóvis Ramalho, afirmou que as ações estão sendo realizadas em conjunto com outros órgãos estaduais e que o envio de assistência continua conforme a demanda das cidades atingidas.
Entre os municípios com registros de pessoas afetadas estão Goiana, Timbaúba, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e São Lourenço da Mata, além de outras cidades da Região Metropolitana e da Zona da Mata Norte.
“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ações
Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, em Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou uma reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos.
Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para o restabelecimento da normalidade. Além disso, o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.
“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza”, destacou a governadora.
Já em Olinda, o governo realiza uma força-tarefa emergencial, com a mobilização de 42 equipamentos — entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas — para acelerar a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso. O objetivo é otimizar o escoamento das águas.
Previsão
Também na noite de domingo (3), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) informou que mantém o monitoramento das áreas afetadas pelas chuvas registradas nos dias 1º e 2 de maio, com atenção especial às condições dos rios no Estado.
A principal preocupação no momento é a Bacia do Rio Goiana. Segundo o informe, a bacia conta com quatro estações de monitoramento, sendo que três registram elevação no nível da água.
Apenas uma delas está em situação de inundação: o Rio Tracunhaém, no município de Nazaré da Mata, que permanece cerca de 40 centímetros acima da cota de segurança estabelecida pela Defesa Civil.
Apesar disso, a tendência é de redução no nível do rio nas próximas horas, com previsão de retorno à calha e normalização da situação.
Em relação às condições meteorológicas, a Apac prevê chuva fraca entre a noite deste domingo (3) e a manhã da segunda-feira (4) na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste.
Há possibilidade de intensificação das precipitações na noite da segunda-feira, com registros pontuais de chuva moderada.
Os órgãos estaduais seguem acompanhando a situação e orientam a população a ficar atenta às atualizações dos canais oficiais da Apac e da Defesa Civil.











