Por Luiz Roberto Marinho – O diretor-presidente do Detran, Vladimir Lacerda, negou com veemência haver praticado abuso sexual velado contra a ex-funcionária Maria Emanueli de Moura Soares, conforme notificação apresentada por ela ao Ministério Público do Trabalho, divulgada pelo blog, e anunciou que vai acioná-la judicialmente por denunciação caluniosa e crime contra a honra.
“Não existe nenhum processo instaurado, sendo tais procedimentos adotados pelo MPT apenas para a apuração de fatos, pois a referida denúncia não apresenta dados concretos que justifiquem sequer a abertura efetiva de inquérito civil”, declarou ele, em nota ao blog.
Lacerda assegura nunca ter adotado “qualquer comportamento imoral” e assinala, sem citar o nome dela, que existiu com Maria Emanueli “uma relação cordial” e que sempre esteve com ela “em companhia de outros servidores”.
O presidente não falou, no entanto, do clima de discórdia que existe na autarquia. Somente na sua gestão, cerca de cinco diretores foram trocados, e ele não fala com o número dois do órgão há pelo menos seis meses.
Indicado pelo PP, sua permanência no cargo é tida como insustentável, diante, inclusive, de novas denúncias que podem surgir sobre sua gestão.

Confira a íntegra de sua nota:
“Este presidente do Detran nega veementemente as acusações que foram levantadas por este blog. Não existe nenhum processo instaurado, sendo tais procedimentos adotados pelo MPT apenas para a apuração de fatos, pois a referida denúncia não apresenta dados concretos que justifiquem sequer a abertura efetiva de inquérito civil.
Considerando que a alegação, ao meu ver totalmente caluniosa, não traz nenhum artifício de cunho sexual, como explicita o blog, já registrei um boletim de ocorrência por denunciação caluniosa e crime contra a honra.
Sobre as alegações da referida ex-terceirizada do órgão, nunca existiu qualquer comportamento imoral da minha parte, sempre havendo uma relação cordial, estando sempre em companhia de outros servidores, a exemplo do print utilizado pelo blog. Adianto que há inúmeros elementos que, por estratégia jurídica, não serão apresentados agora, mas em momento oportuno serão revelados.
Entre as situações, há uma conversa de WhatsApp em que a então terceirizada cita que está com saudade do ambiente de trabalho e conversa em tom de brincadeira — pós-cirurgia — que a situação dela não estava nem para ser ‘um fusca’ (numa alusão comparativa do seu estado com modelos de veículos). Tais situações estão sendo usadas agora de forma distorcida, por vingança pessoal, por ter sido demitida.
Em nenhum momento houve intenção de ofender ou constranger, nem a ela nem a nenhuma mulher. Como presidente e servidor público, compreendo que a função primordial é a de servir; por isso, sempre me pautei com respeito, inclusive na gestão há diversas mulheres em posição de destaque e liderança.
Pela primeira vez na história do órgão, a chefia da Unidade de Fiscalização, que comanda agentes de trânsito, é exercida por uma mulher. Além disso, o Sindicato dos Servidores, em suas redes sociais, tem promovido vários elogios à gestão, motivos que desqualificam por completo as informações apresentadas.”










