O movimento levanta questionamentos sensíveis. Guilherme Mesquita é apontado como testemunha do assédio sofrido pela denunviante. Já Bruno Santos é filho do deputado pastor Adalto dos Santos (PP), que, segundo informações de bastidores, teria articulado apoio político em troca da nomeação, negociação que só teria sido possível porque o presidente do Detran não foi afastado do cargo, apesar da gravidade das acusações.
A permanência do gestor provoca críticas, sobretudo por ocorrer em um governo liderado por duas mulheres. Para servidores e observadores, a situação contradiz o discurso institucional de combate à violência de gênero e levanta a pergunta inevitável: por que um homem acusado de assediar uma mulher continua com poder de decisão?
Outro ponto que amplia a polêmica é o perfil de parte dos defensores do presidente do órgão. Muitos ocupam cargos comissionados, funções gratificadas ou aparecem vinculados a práticas conhecidas como “diárias sem viagem”, mecanismo investigado por inflar remunerações de aliados. As informações podem ser verificadas no Portal da Transparência e em registros de empresas terceirizadas.
Diante do cenário, a defesa pública do gestor soa menos como posicionamento institucional e mais como autoproteção política.
Resta saber: haverá afastamento, apuração independente e transparência, ou o caso será soterrado por acordos de bastidor?












