Por Andre Beltrão – A Polícia Federal encontrou cerca de R$ 1,2 milhão em um endereço de Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, sobrinho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, durante as buscas na operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira, informa Fabio Serapião do UOL
O envolvimento do ex-prefeito de Petrolina foi revelado, pelo nosso editor Ricardo Antunes, que também conseguiu uma foto do rapaz, com exclusividade. Conceição Coelho Oliveira Neto é irmã de FBC e tia de Miguel.
Os valores foram encontrados em um dos dois endereços de Carlos Alberto vasculhados pela PF. O dinheiro estava em um cooler e em uma mala dentro de um veículo blindado.

Também foram apreendidos no local três celulares, joias e relógios. Carlos Alberto é sobrinho do ex-senador e primo de seus filhos, Miguel Coelho e Fernando Filho. Ele também é parente de um dos sócios da Liga Engenharia. A empresa é a principal investigada na operação Vassalos.
Ao citar as relações de Carlos Alberto e a família Bezerra Coelho, a PF diz ter encontrado “volumosas transações em espécie e com indícios de fracionamento”. Para os investigadores, a suspeita é que Carlos Alberto atue como “laranja dos parlamentares”.
Operação Vassalos
A operação Vassalos apura desvios em contratos da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) custeados por emendas parlamentares.
Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Além de Carlos Alberto, foram alvos o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que foi ministro do governo Dilma Rousseff (PT) e líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado.
Outro filho de Fernando Bezerra, o Miguel Coelho, também foi alvo de busca. A ação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino. São investigados crimes licitatórios diversos, como a frustração do caráter competitivo e a fraude em licitação, além de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os mandados foram cumpridos em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia.
“A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio”, disse a PF.
Em nota, a defesa de Fernando Bezerra Coelho, Fernando Bezerra Coelho Filho e Miguel Coelho disse que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento.”
“A defesa confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos”, diz a nota do advogado André Callegari.












