Por Ricardo Antunes — O processo que envolve o advogado criminalista Ademar Rigueira Neto tem testemunhas famosas arroladas pelos acusados em suas defesas. Nesta semana, o advogado saiu em defesa do prefeito João Campos (PSB) contra a governadora Raquel Lyra (PSD), afirmando que houve “espionagem política” contra um secretário da Prefeitura do Recife.
Desde 2017, Ademar responde a um processo por exploração de prestígio, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Quase dez anos.
No final do ano passado, Rigueira tentou emplacar sua esposa, a advogada Adriana Caribé, em uma das vagas do TJPE para aumentar sua influência política na Corte, mas foi derrotado. A escolha da governadora Raquel Lyra recaiu sobre o advogado Carlos Gil Filho.
Integram a lista de depoentes no processo Demócrito Ramos Reinaldo Filho (desembargador do TJPE), Alberto Nogueira Virgínio (desembargador do TJPE), Ronnie Preuss Duarte (ex-presidente da OAB-PE), Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti (desembargador aposentado do TRF-5) e Margarida de Oliveira Cantarelli (desembargadora aposentada do TRF-5).

O processo nº 0808867-94.2017.4.05.8400, que tramita na 2ª Vara Federal de Natal (RN), teve sua última movimentação em 20/09/2025 e, após sucessivos recursos ao STJ e ao STF — que transformaram os autos em um calhamaço de mais de 16 mil páginas —, ainda aguarda a prolação de sentença. A demora pode levar à prescrição das acusações contra o conhecido advogado pernambucano, denunciado pelo Ministério Público Federal por exploração de prestígio, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Sonho
As recentes manifestações de Rigueira, acusando a Polícia Civil de Pernambuco de ilegalidade na investigação preliminar que mirava um aliado do prefeito João Campos, podem ser a última aposta do criminalista. Ele não perdeu a esperança de emplacar sua esposa, a advogada Adriana Caribé, como desembargadora do TJPE, caso o socialista venha a ser eleito governador de Pernambuco, vencendo a disputa estadual contra a atual governadora Raquel Lyra.






