Por Ricardo Antunes – A quinta-feira foi didática para a governadora Raquel Lyra (PSD). Após reuniões com o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, e com lideranças do partido, percebeu o óbvio: ela não terá como manter o compromisso com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que não aceita não ser candidato a senador.
Por mais que fosse seu desejo ter o aliado na chapa majoritária, a governadora viu na postura enfática dos progressistas que o nome de Dudu da Fonte está consolidado. Todos foram unânimes em recusar a esdrúxula proposta de lançar três nomes ao Senado. Dirigente e lideranças reiteraram: a Federação só tem um nome, justamente o do dirigente, escolhido pela executiva estadual.
Na conversa com Miguel, Raquel tenta encontrar maneiras de não perder o comando, mas percebeu que não poderá fazer tudo o que quer. Resta costurar uma saída honrosa ao aliado, para que este não faça corpo mole na campanha.
Afinal, Miguel é o principal nome no Sertão, e a estratégia política de Raquel passa por uma boa eleição no interior para tirar o favoritismo de João Campos (PSB) na capital e Região Metropolitana.
Ontem (23), ele acompanhou Raquel no lançamento da candidatura de Daniel Coelho (PSB) que deve voltar a Câmara dos Deputados com expressiva votação.
Nada, no entanto, que mude a inexorável decisão: o candidato da Federação é o deputado federal Eduardo da Fonte. Miguel “esticou tanto a corda” que pode acabar desmoralizado no final da novela.









