Do Portal – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), optou por não comentar o cenário eleitoral de 2026 durante agenda realizada no Recife, nesta segunda-feira (23). Questionada sobre articulações políticas e possíveis alianças, a gestora preferiu focar nas ações de governo e evitar qualquer declaração que envolvesse disputa eleitoral.
Durante evento no Hospital Otávio de Freitas, onde entregou a requalificação da UTI Adulto e uma nova unidade móvel do Hemope, Raquel foi direta ao justificar sua postura. Segundo ela, não é o momento de misturar gestão com política, destacando inclusive cuidados com a legislação eleitoral.
A movimentação da governadora ocorre em meio a um cenário que já começa a ganhar intensidade nos bastidores. De um lado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), avança na construção de sua pré-candidatura ao Governo do Estado, com uma chapa alinhada à esquerda e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesse desenho, o nome da ex-deputada Marília Arraes (PDT) aparece como pré-candidata ao Senado, enquanto o senador Humberto Costa ainda aguarda definição interna do PT. Já para a vice, o nome cotado é o de Carlos Costa.
Enquanto isso, o cenário político se torna ainda mais complexo com a possibilidade de “palanque duplo” em Pernambuco — estratégia defendida por setores do PT, que pode manter relação institucional com Raquel Lyra ao mesmo tempo em que apoia um nome na disputa, como João Campos.
Nos bastidores, a leitura é clara: enquanto João Campos já se movimenta e tenta consolidar alianças, Raquel Lyra adota uma postura mais cautelosa, evitando antecipar o debate eleitoral. A estratégia pode indicar foco na gestão — ou uma articulação ainda em construção, longe dos holofotes.
O fato é que, mesmo sem declarações diretas, o tabuleiro político de Pernambuco já está em movimento — e cada gesto, ou silêncio, passa a ter peso estratégico na corrida por 2026.












