Da Redação – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), negou nesta terça-feira (15) que tenha ocorrido favorecimento à Logo Caruaruense, empresa que pertencia ao seu pai. Durante sabatina no programa NE1, da TV Globo, ela afirmou que a companhia encerrou as atividades durante seu mandato e disse que o governo atuou de acordo com a legislação.
“É muito difícil entender como se favorece uma empresa que encerrou suas atividades. O que a gente fez o tempo inteiro foi trabalhar de acordo com a lei. Não houve favorecimento a qualquer empresa, ligada ou não a familiar. Nesse caso, o meu pai era proprietário da empresa”, afirmou.
A declaração ocorreu ao ser questionada sobre a situação da Logo Caruaruense. Reportagem do G1 publicada em janeiro apontou problemas relacionados às vistorias e aos certificados da empresa.
Segundo Raquel, a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), responsável pela fiscalização do setor, atua regularmente. A governadora também ressaltou que a Logo Caruaruense funcionou por mais de seis décadas antes de encerrar as operações.
“A empresa Logo Caruaruense teve mais de 60 anos de funcionamento, encerrou suas atividades, inclusive durante este ano e durante o meu mandato. […] As vistorias, a EPTI, ela funciona de maneira regular, e o que a gente precisa é deixar esclarecido”, disse.
A governadora afirmou ainda que os problemas financeiros não estariam restritos à empresa de sua família e atingiriam o sistema de transporte intermunicipal de Pernambuco. Ela relacionou parte dessas dificuldades aos efeitos da pandemia.
“Tem outras [empresas], inclusive, que têm dificuldades financeiras, o que é [uma realidade de] todo o sistema de transporte intermunicipal em Pernambuco. Tem dificuldade financeira, sim, especialmente após a pandemia”, declarou.
Raquel também mencionou uma tentativa anterior de regulamentação do setor por meio de concessão pública realizada entre 2013 e 2014. Segundo ela, o procedimento foi posteriormente suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e permaneceu envolvido em uma disputa judicial por mais de dez anos.
“Existia um trabalho de regulamentação do setor através de uma concessão pública que foi feita entre os anos de 2013 e 2014, sendo que essa concessão, depois de ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado, houve uma suspensão judicial por mais de dez anos”, afirmou.
De acordo com a governadora, o impasse jurídico relacionado ao processo terminou em dezembro do ano passado. Ela afirmou que a gestão estadual trabalha agora na reorganização do sistema de transporte intermunicipal, com atenção principalmente à população do interior de Pernambuco.
“A gente está trabalhando para arrumar e rearrumar o sistema, para poder atender melhor a população, especialmente quem vive no interior do estado”, disse.












