Por Luiz Roberto Marinho – Embora afirmasse ter liberdade de escolher o palanque presidencial nas eleições de outubro e de ter uma relação “institucional” e “federativa” sólida com o presidente Lula, a governadora Raquel Lyra (PSD) negou-se a antecipar quem irá apoiar para presidente da República, em longa entrevista, nesta quarta-feira (11), ao programa Bastidores, da CNN.
Indagada pelos jornalistas Gustavo Uribe e Isabel Mega se é favorável ao palanque neutro de Lula em Pernambuco e como enfrentaria o adversário João Campos (PSB) na campanha eleitoral, Raquel desconversou. Alegou ser cedo para falar em eleições e que só tratará da campanha eleitoral a partir das convenções partidárias, em meados do ano. “Não posso desviar o foco”, declarou, dizendo estar empenhada em entregar obras e projetos.
A governadora evitou antecipar também se apoiará a candidatura presidencial do PSD. Mencionou como “quadros muito importantes” no seu partido os governadores Ronaldo Caiado (GO), Ratinho (PR) e Eduardo Leite (RS), mas frisou haver ainda “muita coisa incerta” sobre um possível presidenciável do PSD. “É claro que o PSD tem direito a lançar candidatura, mas há tempo para isso”, pontuou.

Criticou implicitamente, contudo, o adversário João Campos ao declarar que não governa para “ganhar like no Instagram”. Assegurou que quando estiver em campanha fará “jogo limpo, jogo dentro das quatro linhas”. Salientou que “política não se faz destruindo biografias”, numa outra referência implícita às acusações da oposição sobre os episódios da falta de fiscalização da empresa de ônibus do pai, a Logo Caruaruense, e das investigações da Polícia Civil sobre assessores diretos do prefeito do Recife.
“A importância da eleição não é sobre o cargo, mas sobre o que o cargo permite realizar em favor da população. Brigas não alimentam a mesa de ninguém. Devemos nos preocupar menos sobre nós e mais sobre os outros”, disparou.
Raquel Lyra ocupou a maior parte da entrevista listando as realizações do governo na infraestrutura, na educação e na assistência social, ressaltando sempre a importância dos investimentos do governo federal nos projetos de sua gestão, como no Arco Metropolitano.












