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Home Política

Renan Santos se lança como “Milei brasileiro” e mira disputa com Flávio Bolsonaro

Thays Werllania Por Thays Werllania
29/03/2026 - 18:11
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Desempenho eleitoral do fundador do MBL surpreendeu parte do mundo político na última pesquisa

Desempenho eleitoral do fundador do MBL surpreendeu parte do mundo político na última pesquisa

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Do Estadão – Entre apoiadores, Renan Santos (Missão) ganhou um apelido ambicioso: “ Javier Milei brasileiro”. A comparação com o presidente argentino vai além do cabelo bagunçado ou dos shows de rock — ambos são vocalistas. Assim como Milei, Renan tem um estilo intempestivo e aposta em ideias disruptivas e na força das redes sociais para chegar ao Palácio do Planalto.

“O Milei fez uma campanha de sincericídio. É o que eu estou fazendo também. Ele simplesmente saiu falando o que precisava ser dito. Sem filtro, sem se preocupar com as consequências. Eu só vou falar o que eu acredito. Vou falar mal do Bolsa Família no Nordeste”, disse o pré-candidato, em entrevista ao Estadão.

Renan afirma que, no início, não levou Milei a sério e chegou a considerá-lo louco, mas depois passou a concordar com suas ideias. Hoje, reforça a semelhança e afirma que ambos são excêntricos. “Sou uma pessoa muito peculiar. O Milei também é. Não gosto de boa parte das coisas que os brasileiros gostam. Não gosto da cultura brasileira de massa e falo que não gosto. As pessoas vão me eleger para ser presidente, não amigo delas.”

Na semana passada, o desempenho eleitoral de Renan, que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), surpreendeu parte do mundo político. Mesmo sem nunca ter disputado uma eleição, ele chegou a 4,6% das intenções de voto na pesquisa Atlas/Bloomberg, empatado tecnicamente com os governadores como Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Jr. (Paraná), que desistiu de disputar. Entre os jovens de 16 a 24 anos, Renan chega a 24,7%. E entre os homens, 7,7%.

“O que a candidatura de Renan mostra é a capacidade de se comunicar principalmente com homens jovens. Ele dialoga com uma parcela do eleitorado que está começando a se interessar por política, muitas vezes votando pela primeira vez, e faz isso por meio das redes sociais e de um discurso crítico ao sistema político, algo característico dessa fatia do eleitorado”, afirma Yuri Sanches, head de Análise Política da Atlas.

Por trás dos números de Renan, há uma estratégia digital bem-sucedida. Levantamento da AP Exata Inteligência de Dados mostra que, há meses, Renan se mantém entre os pré-candidatos mais citados nas redes sociais, atrás apenas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas presidenciais.

“No universo de pré-campanha, o Renan tem gabaritado”, afirma Sergio Denicoli, CEO da AP Exata. “Ele já consegue aparecer nos debates das redes muito mais do que nos ambientes offline, da política institucional e até da mídia. Ele chama a atenção de um público que já acompanha o MBL e, a partir disso, passa a despertar o interesse de outras pessoas, à medida que também começa a pontuar nas pesquisas.”

Denicoli vê semelhanças entre o caminho de Renan e o de Bolsonaro em 2018, mas ressalta que, naquela eleição, Bolsonaro cunhou uma direita que ainda não existia. Hoje, acrescenta, o cenário é diferente: há um movimento já estabelecido, com outras lideranças em disputa, o que torna o caminho mais complexo.

“Bolsonaro se estabeleceu inicialmente por meio das redes sociais e, quando a campanha começou, já tinha um aparelhamento, uma estrutura de debate que se alimentava das informações que ele disponibilizava. Isso foi agregado à sua imagem e acabou por alavancá-lo.”

Candidato rejeita papel de ‘linha auxiliar’ de Flávio

A semelhança com Bolsonaro também está no discurso: assim como o ex-capitão, Renan se coloca como um candidato antissistema. Porém, apesar de estar no mesmo campo político da família Bolsonaro, o dirigente da Missão rejeita fazer papel de linha auxiliar de Flávio na campanha presidencial e se apresenta como uma opção mais à direita.

Ao longo da conversa, o fundador do MBL direcionou críticas contundentes ao senador — em alguns momentos, mais intensas do que as dirigidas ao próprio Lula —, sinalizando que não pretende levantar a bandeira branca na disputa eleitoral.

“O PT é como o capeta, é nosso inimigo natural. O Flávio é o judas, inimigo interno. O bolsonarismo é o traidor da causa que se aproveita disso para levar as moedas de prata. O judas e o capeta precisam ser detonados”, disse Renan, que já afirmou mais de uma vez querer “prender” o senador. “Diferente do Zema, que quer ser vice do Flávio, eu vou atacar o Flávio todas as vezes que for necessário.”

Na avaliação de Renan, embora Flávio figure como principal adversário de Lula nas pesquisas, não há apoio convicto ao seu nome — razão pela qual, na visão dele, o senador tem procurado se descolar do bolsonarismo e se apresentar como mais moderado do que o pai.

O Monitor de Narrativas nas Redes Sociais da AP Exata reflete esse movimento: nele, Renan aparece hoje mais à direita do que Flávio Bolsonaro, cenário que, segundo Denicoli, pode prejudicar o senador no primeiro turno.

“O Renan atrai uma direita mais liberal e com posições mais rígidas do que o bolsonarismo se tornou. Bolsonaro era disruptivo e antissistema; Flávio tenta recuar para o centro, porque entende que o pai perdeu a eleição após não convencer os moderados e, principalmente, as mulheres. O Renan não está preocupado com isso: não pisa em ovos e adota posições mais ideológicas do que as do Flávio. Isso encanta quem está desiludido com essa postura mais de centro do bolsonarismo, além do público antissistema, em especial os jovens.”

Polêmico, ele diz que fará campanha ‘sem lacração’

Renan vai disputar a Presidência pela Missão, partido que ajudou a fundar em novembro do ano passado e que hoje preside. Questionado sobre suas referências, evita nomes da política. “Eu sempre me pergunto o que o Ayrton Senna faria e o que o Bob Dylan faria. São as minhas duas referências.” Entre os presidentes brasileiros, abre uma exceção para Fernando Henrique Cardoso. Do restante, afirma que, desde a Constituição, “só teve retardado na Presidência”.

Renan tem percorrido o país na pré-campanha, visitando especialmente cidades do Nordeste. Em uma das viagens, esteve em Caetés, em Pernambuco, onde Lula viveu. Lá, o pré-candidato jogou sal grosso na antiga casa onde morou o presidente, dizendo querer impedir que “outro Lula” surja no Brasil.

Apesar do estilo provocador, Renan afirma que fará uma campanha “sem lacração” e centrada em propostas, algumas delas já divulgadas por ele nas redes sociais.

Na segurança pública, defende endurecimento das leis e o encarceramento em massa. Já na economia, a aposta sobretudo recai sobre uma agenda liberal; ele promete fazer uma nova reforma da Previdência e desindexar o BPC e as aposentadorias do salário mínimo. Também propõe reforma das leis trabalhistas e investimento em energia e infraestrutura.

Algumas propostas ganharam repercussão pelo caráter disruptivo — como a proposta de desfavelização, de fundir municípios e Estados, cassar direitos políticos de prefeitos que não atinjam metas e transformar o Nordeste em uma “Arábia Saudita” por meio de zonas econômicas especiais que vão atrair data centers.

O Nordeste, aliás, é peça-chave no discurso. Renan afirma que pretende falar com a região “sem condescendência” e mira especialmente eleitores jovens ligados ao PT.

“Eu vou roubar o eleitor que é filho da mulher que está no Bolsa Família e não quer permanecer no programa. A jovem que está em busca de emprego ou que enfrenta a violência no dia a dia. Há pessoas no Nordeste que não querem vender o voto e estão em busca de uma alternativa”, afirmou.

Nas redes sociais, a estratégia para dialogar com eleitores do Nordeste tem sido abordar a realidade de pequenas cidades. Em um dos vídeos, que já soma quase 1 milhão de visualizações, Renan conta a história de Presidente Vargas, município de cerca de 10 mil habitantes no interior do Maranhão, que, segundo ele, “não deveria existir”.

Na gravação, o pré-candidato denuncia uma disputa familiar pelo poder local, supostos esquemas de favorecimento e condições precárias de saneamento básico. Ao final, propõe a extinção da prefeitura e a fusão do município com outros da região.

Desafios para crescer também são muitos

Head de Análise Política da Atlas, Yuri Sanches avalia que o espaço de crescimento de Renan é desafiador, assim como para outros nomes da terceira via. No caso dele, há ainda um desafio adicional: a falta de experiência no Executivo.

“É uma campanha que depende bastante da comunicação digital para se tornar conhecida e, nesse processo de ganhar visibilidade, controlar a rejeição. Ao criticar ambos os lados da polarização de forma veemente, Renan acaba limitando seu crescimento junto a uma parcela considerável do eleitorado”, explica o especialista.

Sanches afirma que Javier Milei entrou no debate como um candidato antissistema em um cenário onde não havia essa oferta para o eleitorado. “No Brasil, esse discurso foi cooptado pelo bolsonarismo pelo menos desde 2018. É um espaço que foi preenchido. Isso reduz muito o espaço de um candidato novo que tenha alguma similaridade com algumas das propostas que o bolsonarismo traz”, completa.

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Thays Werllania

Thays Werllania

Profissional responsável pela edição e publicação de conteúdos no WordPress.

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