Da Redação do Blog — Três secretários parlamentares, com mandados de prisão em aberto há pelo menos dois meses, seguem trabalhando livremente na Câmara dos Deputados. Lotados nos gabinetes dos deputados Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), Luciano Alves (PSD-PR) e Josivaldo JP(PSD-MA), eles foram nomeados entre dezembro e abril e só foram descobertos após investigação do Estadão.
O jornal cruzou dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), que registra mais de 250 mil ordens de prisão pendentes, com a lista de mais de 11 mil comissionados da Câmara. O resultado assustou: 240 nomes coincidem nas duas bases.
A falta de integração entre os sistemas de Justiça e do Legislativo permite que pessoas procuradas pela polícia ocupem cargos públicos e recebam salários normalmente. Questionada, a Câmara admitiu que não consulta antecedentes criminais para nomear comissionados: basta que o indicado declare estar no “pleno gozo de seus direitos políticos”.
O Outro Lado
Após serem informados, Josivaldo JP e Dagoberto Nogueira demitiram seus assessores. Luciano Alves, até o fechamento desta matéria, não havia se manifestado.



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