Por Ricardo Antunes – Os investidores que prometeram comandar a SAF do Santa Cruz numa operação que prometia gerar R$ 1 bilhão de investimentos em até 15 anos preparam as malas. Era muita conversa e muita ilusão para uma torcida que segue sua sina de sofrimento. Nosso blog avisou e agora está tudo confirmado, como revelou o G1
A relação contratual entre Santa Cruz e o grupo que compunha a Cobra Coral Participações, referente à futura implementação da SAF no clube acabou. cotas de participação societária dos acionistas Iran Barbosa, Alexandre Kubitstcheck, Marcus Bittar e Fernando Vieira Alves, considerado o garantidor financeiro do projeto, estão sendo vendidas a outro investidor brasileiro.
Fernando Vieira era operador do banqueiro Daniel Vorcaro, preso essa semana pela Polícia Federal. A irmã do dono do Master também seria uma das donas da SAF. Desde quando coisas com bandidos dessa estirpe podem dar certo?
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A relação contratual entre Santa Cruz e o grupo que compunha a Cobra Coral Participações, referente à futura implementação da SAF no clube, acabará em breve. As cotas de participação societária dos acionistas Iran Barbosa, Alexandre Kubitstcheck, Marcus Bittar e Fernando Vieira Alves, considerado o garantidor financeiro do projeto, estão sendo vendidas a outro investidor brasileiro que negocia, de forma avançada, para assumir o controle do futebol tricolor.
O agora iminente ex-grupo de investidores está em fase final de venda e se prepara para o anúncio formal da saída da operação, que prometia gerar R$ 1 bilhão de investimentos em até 15 anos.
Cada um dos integrantes da Cobra Coral Participações receberá pela transferência das ações, e ninguém terá mais vínculo comercial no negócio. A reportagem tentou contato com eles para esta matéria e recebeu o seguinte posicionamento de Iran Barbosa:
Existem vários grupos de investimento conversando com a gente atualmente e, por questões de confidencialidade e integridade do negócio, não podemos confirmar nem negar nenhuma informação sobre nenhuma transação.
Aportes imediatos
O ge apurou que houve acordo formal do futuro investidor para realizar aportes imediatos na Série C – antes mesmo da necessária validação da SAF na Justiça, uma vez não estando formalmente constituída. O clube, por exemplo, tem até 27 o dia desse mês para realizar a necessária reformulação do elenco.
Será este novo rosto da operação, de nome mantido em sigilo, que prometeu cumprir com pendências financeiras de elenco, funcionários e contratações. A expectativa é de que a folha mensal do Santa Cruz, atualmente superior a R$ 1 milhão, chegue nos R$ 2 milhões, com o valor bancado quase que na integralidade pelos novos acionistas.
Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, conduziu pessoalmente as tratativas entre as partes nos últimos meses. A gestão queria celeridade para concluir o negócio antes do início da Terceira Divisão, que terminou por virar o único ponto de foco do clube na temporada – eliminado no Pernambucano e na Copa do Brasil.
Cabe frisar que a implementação da SAF não voltará à estaca zero. O processo não será refeito. O que haverá, sim, é a substituição de investidores. Os valores do acordo vinculante, celebrado em janeiro de 2025, bem como todos os detalhes comerciais, serão mantidos.
Será o novo grupo o responsável por dar andamento os processos finais para a conclusão da compra de 90% das ações do Santa Cruz.
Isto é, os recém-chegados vão participar da criação do plano de pagamento dos credores e posterior apreciação em Assembleia, da homologação do acordo na recuperação judicial e, obviamente, da aquisição das ações do Santa Cruz via leilão.












