Por Mariana Muniz – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise, nos próximos dias, a atuação da cúpula da CPI do Crime Organizado, após acusações de possível abuso de poder.
A reação veio depois que o relatório final da comissão — mesmo derrotado — propôs o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet, no contexto do caso Banco Master.
Nos bastidores, integrantes do STF avaliam que a CPI extrapolou suas funções ao avançar sobre decisões judiciais, o que poderia configurar desvio de finalidade. A expectativa é que a PGR investigue a conduta dos parlamentares envolvidos.
O ministro Gilmar Mendes já sinalizou que pretende apresentar uma representação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI.
A crise intensificou a tensão entre Judiciário e Congresso. Para parte da Corte, o episódio vai além de um embate pontual e pode gerar impactos institucionais mais amplos.
O ministro Flávio Dino classificou a situação como um “gigantesco erro histórico”. Já Gilmar Mendes falou em “constrangimento institucional” e possível abuso de autoridade. Dias Toffoli, por sua vez, chamou o caso de “ataque à democracia”.
O presidente do STF, Edson Fachin, também se manifestou, afirmando que desvios de finalidade em CPIs podem enfraquecer os pilares democráticos.









