Do UOL – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que ataques “por terra” contra cartéis de drogas no México estão cada vez mais próximos, após meses de operações marítimas no Pacífico e no Caribe, e da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O que aconteceu “Vamos começar agora a atacar por terra os cartéis”, informou Donald Trump. “Eles estão controlando o México. Estão matando 250, 300 mil pessoas no nosso país todos os anos.”, disse o presidente dos EUA em entrevista exibida na noite desta quinta-feira na emissora Fox News sem apresentar dados. Washington classificou vários cartéis mexicanos como organizações terroristas, e não descartou incursões no país. Uma suposta operação é rejeitada categoricamente pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que insiste no respeito à soberania de seu país.
Trump afirmou que chegou a perguntar para Claudia Sheinbaum, se ela precisava da ajuda das forças armadas dos EUA. O auxílio, segundo o republicano, seria para combater os cartéis de drogas. Ele ainda alertou que o México “precisa se organizar”.
Autoridades mexicanas estão combatendo os cartéis com ajuda da inteligência americana. O governo de Sheinbaum tem demonstrado disposição para colaborar em outras áreas, como migração ilegal e comércio.

Na segunda-feira (5), Claudia Sheinbaum afirmou que a América não pertence aos Estados Unidos nem a uma doutrina. A líder mexicana disse que seu país mantém a convicção de que a América não pertence a uma doutrina ou a uma potência. “O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem”, apontou a presidente durante coletiva de imprensa. Os EUA é o principal parceiro comercial do México e ambos países compartilham uma fronteira de mais de 3.000 quilômetros.
Sheinbaum reiterou que o México rejeita “de maneira categórica a intervenção nos assuntos internos de outros países”. Ela também insistiu que esse tipo de ação “nunca trouxe democracia” nem “gerou bem-estar ou estabilidade duradoura”.
Presidente mexicana insistiu na “posição firme e clara em termos de respeito à soberania” do seu país. Sheinbaum acrescentou que, durante o fim de semana, conversou com seus pares da Colômbia, Gustavo Petro, e da Espanha, Pedro Sánchez, com quem coordenou a publicação de um comunicado conjunto de rejeição a “qualquer tentativa de controle” sobre a Venezuela, do qual também participaram Brasil, Chile e Uruguai.
O presidente Lula (PT) conversou ontem por telefone com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre a crise na Venezuela após Nicolás Maduro ser capturado pelos EUA. Petista também falou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
O presidente brasileiro e os outros líderes internacionais repudiaram a invasão ao país sul-americano. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, diz um trecho do comunicado divulgado pelo governo brasileiro sobre a ação dos EUA também está presente nas notas divulgadas sobre Sheinbaum e Carney.









