Por Ricardo Antunes – A Operação Draft, deflagrada pela Polícia Civil no último dia 15, escancarou um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que pode ter desviado mais de R$ 6 milhões dos cofres públicos. A investigação aponta uma estrutura organizada, com divisão de funções entre políticos, assessores e operadores financeiros.
Entre os nomes do núcleo político estão os ex-deputados Leonardo Dias e Romário Dias. Já fora desse núcleo, a polícia identificou peças-chave no funcionamento do esquema.
Confira quem são os oito investigados e suas ligações:
Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque: secretário parlamentar do deputado federal Waldemar Oliveira.
Arthur Valença de Luna: assessor especial no gabinete da deputada Gleide Ângelo (já exonerado).
Carlos Tavares Bernardo: ex-prefeito de Palmeirina e exonerado da SEDEPE.
José Natanael Mendes de Sá: advogado influente, apontado como operador.
Leonardo Machado Dias Pereira: ex-deputado estadual.
Rodrigo Antônio Martorelli Silva de Almeida: secretário parlamentar ligado ao mesmo grupo político.
Romário de Castro Dias Pereira: ex-deputado e ex-conselheiro do TCE.
Schebna Machado de Albuquerque: operador financeiro, com passagem por cargos públicos e investigações anteriores.
Um detalhe que chama atenção: Schebna é irmão de Ario Krishnamurti, o que reforça a ligação familiar dentro da engrenagem investigada.
Segundo a polícia, o grupo atuava com retenção de salários de assessores, uso de contas de terceiros e movimentações fracionadas para ocultar o dinheiro.
O OUTRO LADO
A reportagem tentou contato com os citados, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.









