Por André Beltrão – O delegado Diogo Gonçalves Bem, da Polícia Civil de Pernambuco, é suspeito de financiar um esquema de fraude para beneficiar a esposa no Concurso Nacional Unificado (CNU) realizado em 2024. Alvo de operação da Polícia Federal na semana passada, o profissional da segurança pública também terá a conduta analisada em investigação da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS).
A informação foi dada primeiramente pela jornalista Raphael Guerra do JC e confirmada por nosso blog que traz a foto do delegado e de sua esposa, Larissa Saraiva.
A operação Concorrência Simulada foi deflagrada a pedido do Ministério Público Federal (MPF), como desdobramento de outra realizada em outubro de 2025. A ação investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos no País, com núcleo operacional no município de Patos, na Paraíba.
“As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada na fraude de concursos de alta concorrência, com destaque para o CNU de 2024, no cargo de auditor-fiscal do Trabalho. O esquema teria como base a obtenção antecipada de provas e o repasse de conteúdos a candidatos, entre outras práticas ilícitas”, informou o MPF.
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O delegado-geral de Alagoas, Gustavo Xavier, foi citado em colaboração premiada por outro investigado no esquema. Segundo o relato, Xavier teria poder de comando na organização. Segundo reportagem do UOL, a investigação aponta que ele teria determinado fraudes para aprovar a esposa no CNU e o irmão dele, aprovado em concursos do Banco do Brasil e da Prefeitura de Arapiraca.
Gustavo também foi alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Já em relação ao delegado Diogo Gonçalves Bem, a PF aponta indícios de que teria pago para beneficiar a esposa. Larissa Saraiva Alencar foi aprovada em 1º lugar na primeira fase da seleção para o cargo de auditor-fiscal do trabalho. Mas, na segunda fase, tirou nota baixa, chamando a atenção dos investigadores, que acreditam que ela não teve auxílio nessa outra etapa.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva nos estados da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas.











