Da Redação do Blog – O Sport Club do Recife reconheceu, em nota oficial enviada à imprensa, que não realizou o repasse de parte do dinheiro da venda do lateral-direito Pedro Lima ao Wolverhampton, da Inglaterra. O valor devido soma 1,48 milhão de euros, cerca de R$ 9,3 milhões, e deveria ter sido destinado ao jogador e ao seu empresário, Renato Guimarães. O episódio coloca no centro da polêmica a gestão do ex-presidente Yuri Romão, que deixou o cargo em dezembro de 2025.
A negociação foi fechada em julho de 2024, por 10 milhões de euros, divididos em duas parcelas. A primeira, no valor de 6 milhões de euros, foi antecipada e paga em agosto de 2024. Segundo o clube, os repasses contratuais ao atleta e ao agente foram feitos regularmente.
Já a segunda parcela, de 4 milhões de euros, que só deveria ser paga em dezembro de 2025, também foi antecipada, sendo recebida em junho deste ano. De acordo com a atual diretoria do Sport, apesar do dinheiro já estar nos cofres do clube, a gestão comandada por Yuri Romão não realizou os repasses obrigatórios previstos em contrato.
Diante da omissão, Pedro Lima e seu empresário notificaram formalmente o Sport, cobrando, respectivamente, 1,2 milhão de euros e 280 mil euros. Procurado pela imprensa, Yuri Romão alegou que o não repasse ocorreu por frustrações financeiras enfrentadas pelo clube em 2025 e afirmou que o problema seria equacionado apenas em 2026, citando uma suposta boa relação com os envolvidos.
O caso reforça críticas à condução financeira da antiga gestão e amplia a pressão por esclarecimentos sobre o destino dos recursos da venda.











