Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Cultura

DNA do Crime marca o novo ciclo que vive o audiovisual brasileiro

Por Redação
15/06/2025 - 19:05
DNA do Crime foi lançada pela Netflix em 2023 e retorna para nova temporada | Foto: divulgação/Netflix

DNA do Crime foi lançada pela Netflix em 2023 e retorna para nova temporada | Foto: divulgação/Netflix

WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Thiago Modenesi — O audiovisual brasileiro vive um momento singularmente fértil e promissor com Maria e o Cangaço, Impuros, Vidas Bandidas, Beleza Fatal, Senna, Pedaço de Mim, Cidade Invisível, Cangaço Novo e dezenas de outras produções. Após décadas de desafios estruturais e flutuações, vemos hoje uma convergência de fatores que impulsionam a criatividade e a qualidade: a consolidação das plataformas de streaming como novas vitrines globais, o surgimento de uma geração de cineastas tecnicamente afiada e narrativamente ousada, o apoio do poder público e da iniciativa privada e um público cada vez mais ávido e exigente por histórias complexas que reflitam a realidade multifacetada do país. É neste cenário vibra nte que DNA do Crime (2023) não apenas surge, mas se destaca como um marco exemplar, sintetizando as conquistas atuais e apontando para o futuro.

Mais do que um thriller policial eficiente, a série brilha pela humanização profunda de seus personagens, uma qualidade que transcende o gênero. Os investigadores, encabeçados pela intensa detetive Suellen (Maeve Jinkings), são apresentados em suas dimensões humanas: carregam traumas, dúvidas, falhas pessoais e uma carga emocional esmagadora que permeia seu trabalho diário com a morte. O policial federal Benício (Rômulo Braga) também é retratado com nuances, mostrando os custos psicológicos e éticos em um sistema falho e intrincado. Esta abordagem não é mero detalhe, é o coração da série, permitindo que o espectador se conecte não apenas com o quebra-cabeça criminal, mas com as pessoas que o desvendam e as que são por ele dilaceradas.

Inclusive os criminosos são tratados de maneira complexa e profunda, mostrando como a sociedade e suas contradições foram decisivas para gerarem meliantes como o Sem Alma (Thomas Aquino) e Isaac (Alex Nader), e que estes possuem famílias, amigos e relações que são diretamente impactadas e também influenciam em suas ações e decisões, os aproximando do crime estruturado representado na trama pela Organização.

É justamente essa humanização que abre espaço para a exploração magistral das complexas questões éticas e morais que permeiam o universo da investigação criminal e da justiça. DNA do Crime não oferece respostas fáceis. Ela mergulha nas zonas cinzentas e nos apresenta como o crime organizado está internacionalizado, em particular no que tange ao tráfico de drogas, situando parte da sua trama na fronteira com o Paraguai e Argentina.

A produção valoriza os avanços da perícia (como o próprio DNA, que dá nome à série), mas também questiona sua infalibilidade e o peso excessivo que pode receber, mostrando como erros técnicos ou interpretativos podem ter consequências devastadoras. (Veja abaixo o trailer da 2ª temporada).

Até onde os métodos dos investigadores podem ir para alcançar um resultado considerado “justo”? A série confronta a linha tênue entre a busca legítima pela verdade e a tentação de atalhos moralmente questionáveis, ou mesmo da violência.

A corrupção, a lentidão burocrática, a pressão política e a precariedade de recursos são apresentadas não como pano de fundo, mas como obstáculos reais que moldam as investigações e, muitas vezes, comprometem a justiça. A série questiona: quem paga o preço por essas falhas?

Como lidar com a culpa de um erro? Como sobreviver ao luto de uma perda brutal, como a do policial Santos na primeira temporada? A série explora esses temas com crueza e profundidade psicológica, tanto nos familiares das vítimas quanto nos próprios agentes da lei.

DNA do Crime não é um fenômeno isolado, se insere perfeitamente no movimento de uma nova geração de diretores (alguns não tão novos, mas que souberam se inserir neste novo momento), roteiristas e produtores que está redefinindo o cinema e as séries brasileiras. Dirigida por nomes como Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, Tungstênio, Nina) e produção de Manoel Rangel (Quando Falta o Ar, A Batalha da Rua Maria Antônia, Grande Sertão), a série exibe uma linguagem visual sofisticada, um ritmo narrativo preciso que equilibra tensão e introspecção, e uma ambição temática clara. Esses criadores trazem consigo referências globais diversificadas, um olhar autoral marcante e uma ousadia em abordar temas difíceis sem concessões fáceis, algo que talvez fosse mais raro em produções nacionais de grande escala no pass ado recente.

DNA do Crime é mais do que uma série de sucesso, é um testemunho eloquente do momento vigoroso do audiovisual brasileiro. Ao combinar uma narrativa policial eletrizante com uma humanização profunda e necessária de seus personagens, além de uma corajosa imersão nas complexidades éticas e morais do crime e da justiça, a série atinge uma rara maturidade artística em sua segunda temporada que estreou recentemente na plataforma Netflix e segue há semanas entre as mais assistidas. Ela demonstra que é possível produzir entretenimento de alta qualidade, com apelo de massa, sem abrir mão da profundidade, da crítica social e da reflexão.

Ao mesmo tempo, a série se ergue como um exemplo robusto da nova geração de criadores que, com talento, técnica e visão, está conquistando espaço e respeito, tanto nacional quanto internacionalmente. DNA do Crime não apenas se beneficia deste bom momento do audiovisual brasileiro, é uma das forças que o consolida e aponta o caminho para um futuro onde a complexidade da experiência humana brasileira possa ser contada com ainda mais voz, coragem e excelência. É um DNA de qualidade que merece ser replicado.

_______________________________

*Thiago Modenesi é Bacharel em Direito, Licenciado em História e Pedagogo, Especialista em Ensino de História, Ciência Política, Gestão da Aprendizagem e Moderna Educação, Mestre e Doutor em Educação, com pos-doutorado na área. É professor no Mestrado em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste e nos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica e Ciências Farmacêuticas, todos na UFPE, membro do INCT iCeis, pesquisador sobre inovação e Estado, charges, cartuns e histórias em quadrinhos e editor na Quadriculando Editora, além de presidente do PCdoB em Jaboatão dos Guararapes/PE

EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Redação

Redação

Matérias Relacionadas

Famosos personagens Nazgûl, o terceiro cavalo do apocalipse e Sauron

Dark Money: a conta do queima-filme bolsonarista não fecha

Por Alexandre Borges - O nome da hagiografia de Jair Bolsonaro (PL), "Dark Horse", já era sinal de mau agouro. A expressão significa "azarão", um vencedor improvável, já...

Luiz Arraes lança dois livros na próxima quinta-feira.

Os dois novos livros de Luiz Arraes

Da Assessoria - O médico, professor e pesquisador Luiz Arraes lança dois livros na próxima quinta-feira. “A Minúscula Morada do Espírito Humano” reúne 25 contos curtos. Já “Bloco...

O programa bolsa família foi criado por Lula em 2003

Qual cidade tem o maior número de beneficiados pelo Bolsa Família?

Por Pedro Nery, do Estadão - Essa realidade não chega a ser uma surpresa, porque São Paulo é a maior cidade do Brasil e, na cidade, tudo é...

O cantor português António Zambujo se apresenta no Teatro do Parque, às 19h30

António Zambujo celebra nova fase da carreira em apresentação no Recife

Da assessoria - O cantor e compositor português retorna ao Recife no dia 9 de maio, para apresentação única da turnê “Oração ao Tempo”, no Teatro do Parque,...

Men At Work, Flávio José, Elba Ramalho e Pablo Vittar (da esq. para a dir.)

Fim de semana no Recife tem shows, festas e exposições. Veja a programação

Do g1PE - Shows, exposições, festas e espetáculos movimentam o Grande Recife neste fim de semana. Entre os destaques da programação, estão os shows de Pablo Vittar e...

Carregar Mais
Próximo Artigo
Delegado Luiz Alberto Braga baleou o ilhéu Emmanuel Apory no Forte Noronha

Delegado é denunciado por tentativa de homicídio contra ilhéu em Noronha

Por favor, faça login para comentar

Governo PE

Ipojuca

Suape

São Lourenço da Mata

Ipojuca

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM destaque Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.