Por Ricardo Antunes — A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) jogou mais luz sobre o vazamento de informações sigilosas que acabou virando combustível no embate político entre Governo do Estado e a Prefeitura do Recife. Em coletiva nesta segunda-feira (26), o secretário Alessandro de Carvalho afirmou que o policial apontado como responsável pelo vazamento integrava uma equipe de inteligência e teria ligação direta com um político preso, no ano passado, por corrupção.
Segundo a SDS, a investigação preliminar da Polícia Civil contou com cerca de dez policiais e ocorreu entre agosto e outubro. Em novembro, um dos integrantes do grupo foi flagrado em um encontro, no estacionamento de um supermercado, com o então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD). O vereador foi preso em uma operação que apura desvios de mais de 41 milhões de reais em recursos públicos.
Após o encontro, o policial foi desligado da inteligência no dia seguinte, ouvido pelo Gaeco e colocado à disposição do setor de recursos humanos. Agora, a SDS confirmou a abertura de um inquérito específico para apurar o vazamento de informações sob sigilo, que embasaram uma reportagem acusando suposta “arapongagem”.
O caso veio à tona durante explicações sobre a apuração envolvendo Gustavo Monteiro, secretário do prefeito João Campos (PSB). A denúncia afirmava que o secretário estaria recebendo dinheiro de propina, o que não foi constatado.
A Polícia Civil reforçou que a investigação foi legal, baseada em denúncia anônima, e que não encontrou indícios de crime. Mesmo assim, o episódio já virou arma política na pré-campanha para o Governo de Pernambuco.











