Por Luiz Roberto Marinho – “Qualquer candidato vai buscar apoio de todo mundo”, declarou ao blog nesta quinta-feira (12) o senador Humberto Costa (PT-PE), que, no entanto, não confirmou a possibilidade de palanque duplo do presidente Lula em Pernambuco.
Candidato à recondução praticamente certo na chapa do prefeito João Campos (PSB), a quem acompanhou na subida do Galo da Madrugada, na noite de quarta-feira (11), enfatizou não saber, por enquanto, se está decidido o palanque duplo.
“O palanque duplo é uma decisão pessoal de Lula, é uma decisão do candidato. Obviamente, o PT será comunicado”, limitou-se a declarar Humberto Costa. Afirmou estar otimista com sua recondução ao Senado porque, com palanque duplo ou não, terá o apoio de Lula, dono de 67% do eleitorado pernambucano no pleito de 2022.
“Todo mundo sabe da minha ligação histórica com o presidente Lula”, pontuou.
O apoio à reeleição do presidente tanto da governadora Raquel Lyra (PSD) quanto de Campos implica, na contrapartida a Raquel, que Lula não declare apoio aberto ao adversário dela ou ao menos se ausente de vir a Pernambuco no primeiro turno.
É o mundo dos sonhos para a governadora e dos pesadelos para João Campos e teria sido acertado em encontro recente da governadora com o presidente, o que ninguém confirma até agora.

Na sua longa entrevista à CNN, na quarta-feira, Raquel ressaltou mais de uma vez a parceria dela com Lula em investimentos conjuntos no estado, destacando o metrô e o Arco Metropolitano. Confirmou estar liberada pelo presidente do seu partido, Gilberto Kassab, para apoiar quem quiser à Presidência da República, mas mesmo assim fugiu de antecipar se estará com Lula.
João Campos, por sua vez, voltou a insistir com Lula, em audiência no Palácio do Planalto, na terça-feira, pela manutenção de Geraldo Alckmin na vice-presidência, mas aparentemente não obteve sinalização positiva.
Na entrevista que concedeu aos jornalistas após a audiência, declarou que, como presidente do PSB, não poderia interferir nesta decisão, que caberia ao próprio Lula. Se o presidente tivesse dado o sim, obviamente Campos teria feito o anúncio e capitalizado para seu partido a permanência de Alckmin, única estrela nacional do PSB.
A alternativa de Lula de buscar um nome do MDB para o lugar de Alckmin, que era informação off the record (sem citação da fonte) vazada do Palácio do Planalto, acabou confirmada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), segundo quem o presidente lhe confidenciou, em fins do ano passado, estar cogitando da opção.
Um emedebista como vice de Lula atrai o centro e de certa forma desobriga o presidente de apoio escancarado à corrida de João Campos ao Palácio do Campo das Princesas. Se confirmada tal configuração, Lula estaria seguindo a premissa do senador Humberto Costa pela qual tem de buscar o apoio de todo mundo.












