Por Ricardo Antunes – A família do operário Alex Nunes Viana Bezerra voltou a cobrar justiça no caso que chocou a todos pelo exemplo de impunidade e compadrio com a “justiça dos poderosos”. Leiam que absurdo.
O estudante Gabriel Graciliano Ramos, acusado de atropelar e matar Alex no Segundo Jardim de Boa Viagem, não pagou a fiança de R$ 48 mil fixada pela Justiça. O primeiro absurdo foi ele sair da prisão antes do Natal, em uma operação feita por seu advogado, Ademar Rigueira. O segundo é que, instado a pagar a fiança, ele simplesmente não deu as caras, e tudo ficou por isso mesmo.
Assim que soube do fato, procurei a advogada da família, Emmylle Duarte. De acordo com ela, no habeas corpus concedido, foi determinado que o réu deveria pagar fiança, cujo valor seria definido pelo juiz da vara de origem. O detalhe, porém, teria passado despercebido inicialmente e só foi apontado nos autos pelo promotor Dr. Arroxelas.
Após isso, a juíza substituta arbitrou o valor de R$ 48 mil, com prazo de 10 dias para pagamento. “Ele não pagou nada”, afirma a advogada.

Em vídeo enviado ao blog, Emilly Amaral disse que a família está revoltada. “Enquanto Gabriel está em casa com a família dele, a família de Alex busca justiça por uma morte que poderia não ter acontecido se ele não tivesse bebido e dirigido”, declarou.
Segundo ela, há no processo um laudo pericial com 85 páginas apontando que o motorista assumiu o risco de matar. A família também questiona a influência política e o poder econômico do núcleo familiar do acusado.
O caso segue tramitando na Justiça. Eu tive acesso ao laudo da perícia e às imagens do corpo do rapaz, e é tudo muito chocante, minha gente.
Espalhem esse vídeo para que a Justiça atue nesse caso. Quem dirige bêbado e mata precisa ficar preso até o julgamento e receber uma pena severa.
Ele passou o Natal com a família, e a de Alex nunca mais vai tê-lo ao seu lado.
Confira o documento:













