Do g1 – O deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal, em um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
Bacellar foi preso nesta sexta na fase mais recente, a terceira, da Operação Unha e Carne. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) – e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro, na própria Unha e Carne, que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho. Ele foi solto dias depois, com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Esta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação do mandado de Bacellar, por relação dele com o chamado escândalo da Ceperj – o mesmo que resultou na perda de mandato e inegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.

O g1 apurou que um dos motivos levados em conta para a nova prisão foi a perda de mandato de Bacellar. Em dezembro, o STF tinha determinado que a Alerj decidiria sobre a prisão, mas como ele não é mais deputado, essa prerrogativa também caiu
A cassação do mandato do deputado estadual vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está marcada para terça-feira (31).
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
A defesa de Bacellar se proncunciou com a seguinte nota, assinada por Daniel Bailski e Roberto Podval:
“A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.











