Por André Beltrão – O caso envolvendo a advogada Raquel Varela Alípio ganhou um novo desdobramento após o proprietário da loja Oxe iPhone prestar depoimento à Polícia Civil afirmando que autorizou a entrega de dois aparelhos celulares, mesmo sem a conclusão do pagamento.
No termo de declarações, prestado em abril de 2026, o empresário Misael Benevides Pessoa Júnior relatou que o vendedor o procurou para saber se poderia liberar os aparelhos, já que o pagamento ainda não havia sido concluído. Segundo o depoimento, ele respondeu: “pode entregar”.
Na mesma declaração, porém, o comerciante afirmou que, ao retornar ao atendimento, o vendedor não percebeu que a cliente teria colocado os celulares na bolsa e deixado a loja sem efetuar o pagamento. Ele também disse que as câmeras de segurança registraram a saída da mulher com os aparelhos e calculou o prejuízo em R$ 7.698.

Para a defesa de Raquel Varela, a admissão de que a entrega foi autorizada representa uma reviravolta no caso, pois afasta a tese de que os aparelhos teriam sido retirados sem o conhecimento ou consentimento do proprietário. Segundo os advogados, eventual inadimplência decorrente da negociação não configura, por si só, crime.
O caso veio à tona em abril, quando o empresário acusou a advogada de furtar dois iPhones de sua loja. Dias depois, Raquel foi presa em Boa Viagem após ser reconhecida pelo comerciante. Ela foi autuada por receptação, desacato, lesão corporal e desobediência, mas acabou liberada em audiência de custódia para responder ao processo em liberdade.
Desde o início, a advogada nega ter cometido qualquer crime. Em maio, ela também ganhou destaque após uma tentativa de suicídio, atribuída por pessoas próximas ao abalo emocional provocado pela repercussão do caso.
A investigação continua em andamento. Caberá agora à Polícia Civil e ao Ministério Público analisar o novo depoimento em conjunto com as imagens das câmeras de segurança, os demais depoimentos e as outras provas reunidas no inquérito.
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