Por Ricardo Antunes – A semana não começou bem para o ex-prefeito João Campos (PSB). A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a Operação Check-in, que tem como alvo uma organização criminosa especializada na corrupção de servidores públicos, no desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos firmados com a Prefeitura do Recife.
A suspeita é de crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais. As investigações, iniciadas em 2026 após apreensão de canhotos de cheques no âmbito da Operação Firenze, apontam para o pagamento de vantagem indevida a um agente público da prefeitura por parte de empresa contratada pelo município. O nome do alvo não foi divulgado.
Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício do ano de 2020, último ano da gestão de Geraldo Julio (PSB), antecessor de João Campos e considerado um dos mais influentes do seu núcleo político.
“Os valores repassados pela prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais. Ademais, a empresa investigada já mantinha relação contratual com a prefeitura em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto”, afirma a Polícia Federal por meio de nota.
Mais de 30 servidores, entre policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União, dão cumprimento a oito mandados de busca e apreensão no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho hoje. Durante as buscas, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, mas o valor não foi divulgado.












