Da Redação – Em nota sobre a operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de hoje (02), a gestão do prefeito Victor Marques (PCdoB) fez o básico: jogou para o passado e procurou livrar o ex-prefeito João Campos (PSB). Afinal, as irregularidades investigadas pela PF datam de 2020, antes da gestão assumir.
A estratégia seria inteligente se o antecessor de João Campos não fosse Geraldo Julio (PSB), que continua como figura forte nos bastidores do PSB. No último ano da gestão dele, a Prefeitura do Recife repassou mais de R$ 25 milhões para a empresa investigada, que não teve o nome revelado pela Polícia Federal. Desse total, R$ 17 milhões foram de recursos federais, o que motivou a investigação por parte da PF e Controladoria Geral da União (CGU).
Mais de 30 agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho. Trata-se da Operação Check-In, deflagrada hoje para investigar uma organização criminosa especializada na corrupção de servidores públicos, em desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos firmados com a Prefeitura do Recife.
As investigações iniciaram este ano, após apreensão de canhotos de cheques no âmbito da Operação Firenze, que apontaram para o pagamento de vantagem indevida a um agente público da Prefeitura do Recife por parte da empresa.
Politicamente falando, a operação complica ainda mais a gestão do PSB e seu pré-candidato João Campos. Na política, vale muito uma máxima antiga: em ano eleitoral, não pode ter operação da Polícia Federal na sua gestão. E dessa vez nem se pode alegar perseguição política, como era feito por aliados de Geraldo Júlio e Paulo Câmara durante o governo de Jair Bolsonaro.












