EXCLUSIVO, Por Ricardo Antunes – Alvo das acusações de violência sexual e psicológica contra a enteada de 13 anos, o pastor Gabriel Campos Basílio de Oliveira, 34 anos, já havia sido denunciado anteriormente à Polícia Civil por supostos episódios de agressão, constrangimento ilegal e abuso de poder dentro da própria escola Eccoprime, em Aldeia. Gabriel é o atual marido de Andressa de Matos Peixoto Oliveira, 46, dona do estabelecimento. Andressa é ex-mulher do empresário Laercio Guerra, presidente da Unibra e do Retrô.
O caso foi registrado em 23 de dezembro de 2025 na Delegacia de Camaragibe. Na ocasião, um casal de pais de alunos acusou Gabriel Oliveira, que exerce função de direção na instituição, de ter agredido uma mãe durante uma reunião realizada nas dependências da escola.
Segundo o relato registrado na polícia, os pais haviam sido convocados para uma reunião para tratar de questões relacionadas aos filhos. De acordo com a denúncia, após o casal se recusar a cumprimentar Gabriel, ele teria informado que a reunião não aconteceria mais.
Ainda conforme o boletim, durante a discussão, Gabriel teria segurado uma das mães pelos braços e a pressionado contra uma parede, enquanto ela pedia para ser solta. O documento relata que um pai de aluno que estava do lado de fora da sala passou a bater na porta e gritar que o diretor estaria cometendo cárcere privado, momento em que a mulher teria sido liberada.

Os denunciantes também afirmaram à Polícia Civil que se sentiam perseguidos pela direção da escola e que temiam por sua integridade física. O caso foi registrado como vias de fato, constrangimento ilegal e abuso de poder.
A revelação surge um dia após vir à tona o episódio envolvendo Laercio Guerra. Na quarta-feira (17), o empresário confirmou ter agredido Gabriel Oliveira dentro da Eccoprime. Segundo ele, a reação ocorreu após tomar conhecimento de relatos da filha adolescente sobre supostos episódios de violência psicológica e sexual praticados pelo padrasto.
Em depoimento prestado ao delegado Franklin Soriano, a adolescente confirmou as acusações e relatou, entre outros episódios, ter sido chamada de “prostituta” pelo padrasto por causa de uma roupa que utilizava. Segundo o relato, Gabriel teria afirmado que aquela era “roupa de mulher da vida”.
Após o episódio, Laercio Guerra ingressou na Justiça com pedido de medida protetiva de urgência com base na Lei Henry Borel, que prevê mecanismos de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica ou familiar.
A denúncia de violência psicológica e sexual envolvendo o pastor, que é diretor da Eccoprime, gerou forte repercussão entre o grupo de pais da escola, preocupados com o comportamento de Gabriel Oliveira.











