Do DP – Representantes de movimentos de luta por moradia realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (28), em frente à sede da Prefeitura do Recife, no bairro do Recife, para cobrar respostas sobre a política habitacional do município. A Avenida Cais do Apolo, no sentido Marco Zero, está bloqueada pelos manifestantes.
Os manifestantes reivindicam a entrega de moradias populares, a ampliação do auxílio-moradia e maior agilidade na tramitação de projetos voltados à habitação de interesse social.
Segundo os organizadores, participam do ato integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento de Luta Popular Digna (MLPD), Movimento de Luta dos Sem-Teto (MLST), Movimento Revolucionário Cristão e outras organizações.

De acordo com a coordenadora do MTST em Pernambuco, Lídia Brunes, há famílias que recebem auxílio-moradia há 18 anos sem terem sido contempladas com uma unidade habitacional.
“Tem famílias há 18 anos no auxílio-moradia e que nunca conseguiram sequer uma casa. Em contrapartida, várias famílias nunca conseguiram nem o auxílio e nem a própria moradia”, afirmou.
Outra reivindicação diz respeito à situação da Ocupação do Merca, na Campina do Barreto. Segundo Lídia, cerca de 12 anos após a ocupação da área, as famílias ainda aguardam uma solução definitiva. Ela afirma que a prefeitura não desapropriou o terreno nem apresentou um projeto habitacional para os moradores.
Os movimentos também criticam a demora na análise de processos administrativos. Conforme a coordenadora, um projeto para a construção de 62 apartamentos no bairro de Água Fria aguarda, há cerca de três meses, a emissão de uma licença de demolição necessária para o início das obras.
Durante a manifestação, os participantes afirmaram que estão em frente ao prédio da prefeitura desde as 7h30, aguardando uma reunião com representantes da gestão municipal.
“Ninguém está aqui porque quer. Todo mundo está aqui porque precisa”, declarou Lídia Brunes.










