Por André Beltrão – A Federação União Progressista não deverá realizar sua convenção antes de 3 de agosto, frustrando a expectativa da governadora Raquel Lyra (PSD) de concluir a definição da chapa ainda antes do fim do prazo inicial.
Segundo o presidente estadual da Federação, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o impasse ocorre porque o PSD ainda não respondeu à proposta de ata apresentada na reunião realizada na última quinta-feira entre representantes jurídicos das duas partes.
“As duas atas precisam ser feitas de comum acordo para que não haja problemas depois”, afirmou Eduardo da Fonte ao blog.
Como a convocação da convenção exige antecedência mínima de cinco dias úteis, mesmo que o acordo fosse fechado nesta terça-feira, o encontro só poderia ocorrer na próxima segunda-feira (3).
Com isso, cresce a possibilidade de Raquel Lyra realizar a convenção do PSD indicando apenas o deputado federal Túlio Gadêlha como candidato ao Senado, deixando aberta a possibilidade de inclusão posterior da Federação União Progressista na chapa.
Enquanto isso, PP e União Brasil realizarão convenções próprias no dia 1º de agosto apenas para homologar candidatos a deputado federal e estadual. Pela legislação, os partidos federados não podem definir isoladamente candidaturas majoritárias nem oficializar apoio à reeleição da governadora. Essa decisão cabe exclusivamente à convenção da Federação.
Nos bastidores, a indefinição alimenta especulações sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa governista. Além de Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire, voltou a circular o nome do ex-senador Armando Monteiro como possível alternativa de consenso.










