Por Danilo Duarte – O partido do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, deu uma demonstração do apreço que tem pela governadora Raquel Lyra. Em nota à imprensa, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, referendou o rompimento da sigla com a governadora Raquel Lyra (PSD).
A decisão decorre da retirada da pré-candidatura de Miguel Coelho ao Senado, e foi tomada na reunião da executiva estadual. Tudo combinado com Miguel, por óbvio.
Aliados do ex-prefeito de Petrolina, inclusive, já estão subindo no palanque de João Campos (PSB). O socialista havia preterido Miguel Coelho em abril, quando decidiu por Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para o Senado. Restou ao ‘Galeguinho’ procurar a governadora e pedir bênção.
Novamente preterido ao Senado, desta vez por Raquel, os aliados de Miguel começam a se movimentar para voltar para João. O pai dele, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), teria inclusive sido convidado imediatamente por Marília Arraes para ser seu suplente. O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), aliado de Miguel, já anunciou apoio a João, e o mesmo movimento deve ser seguido pelos – poucos – integrantes de seu grupo político. Isso apesar de Miguel ter declarado voto a favor da reeleição da governadora.
“A Convenção Estadual do União Brasil em Pernambuco, realizada neste sábado (1°), aprovou, por unanimidade, a chapa de candidatos proporcionais que será submetida à Convenção da Federação União Progressista. Na mesma oportunidade, diante da retirada da postulação ao Senado Federal e por orientação expressa da Direção Nacional do União Brasil, a Convenção deliberou pela não formação de coligação para os cargos de Governador e Senador no Estado de Pernambuco”, diz a nota assinada por Rueda.
Apesar do rancor do União Brasil, a tendência é que a federação nacional referente a decisão da estadual, contrariando o União Brasil. Rueda é o presidente nacional da federação, enquanto Ciro Nogueira (PP) é co-presidente. Ou seja, a tendência é que não haja atritos do ponto de vista partidário, restando aos membros do União fazer corpo mole na campanha.









