Por Ricardo Antunes — A governadora Raquel Lyra (PSD) lançou neste domingo (2) sua candidatura à reeleição durante convenção realizada no Parador, no Bairro do Recife, defendendo a continuidade de seu governo e afirmando que “Pernambuco não tem dono”. Sem citar adversários, a gestora criticou lideranças que, segundo ela, acreditam ter o monopólio da política estadual e disse que o Estado pertence à população.
“Ninguém é dono do estado de Pernambuco. O seu dono é o seu povo. E a liderança política é fundamental para a gente deixar a arenga de lado, o barulho de lado e cuidar de trabalho, entrega e futuro”, afirmou.
Ao longo do discurso, Raquel apresentou a eleição de 2026 como uma escolha entre manter o atual projeto de governo ou retornar ao passado. “Pernambuco se encontra com o seu futuro. A decisão é se continua andando para frente ou se olha para trás”, declarou.
A governadora também rebateu críticas dirigidas à sua administração e afirmou que enfrentou resistência desde o início do mandato.
“Tentaram segurar nosso mandato de tudo que é jeito. Inventaram todas as formas”, disse.
Sem mencionar nomes, ela também afirmou que sua gestão governou sem distinguir aliados e adversários políticos na distribuição de investimentos aos municípios.
“Nunca perguntei a um prefeito em quem ele vai votar na próxima eleição ou em quem votou na última para garantir o maior investimento da história de Pernambuco nos municípios do nosso estado.”
Durante a convenção, Raquel fez um balanço da gestão, citando a reorganização das contas públicas, investimentos em infraestrutura, segurança, saúde e programas sociais. Segundo ela, Pernambuco voltou a crescer economicamente, reduziu o desemprego para abaixo de dois dígitos e retirou mais de 500 mil pessoas da extrema pobreza.
A governadora também explorou sua trajetória como primeira mulher eleita para governar Pernambuco. Ela afirmou que sofreu cobranças mais duras por causa do gênero e disse acreditar que um homem teria sido tratado de forma diferente.
“Tenho certeza de que, se fosse um homem em vez de mim, as cobranças, os discursos e as atitudes seriam mais brandas.”
Na reta final do discurso, Raquel agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do governo federal pelas parcerias em obras no Estado, rebatendo críticas de que sua gestão teria dificuldades na relação com Brasília.
Ao encerrar a convenção, a governadora afirmou que chega ao início da campanha após priorizar entregas administrativas e voltou a pedir um novo mandato para concluir o projeto iniciado em 2023.
“Querem me medir pela régua deles. É porque é tempo de entrega.”








