Da Redação – A quinta-feira começou em polvorosa com a notícia de que João Campos, presidente nacional do PSB, estaria articulando com a cúpula do PSOL a retirada da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes a governador de Pernambuco. Curiosamente, correligionários do socialista têm se queixado desse mesmo expediente no Distrito Federal, onde o PT tenta demover a postulação do PSB e este oferece resistência.

No Cerrado, Leandro Grass (PT) e Ricardo Capelli (PSB) tem dividido a esquerda na disputa ao Palácio do Buriti. Com o aval do presidente Lula, a cúpula nacional do PT tem tentado demover a candidatura de Capelli, que foi interventor da segurança pública no Distrito Federal após os aros antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Socialistas como o ex-governador e deputado federal Rodrigo Rollemberg têm sido contrários à articulação. A fatura dos petistas, porém, é bem alta, visto que arrumaram candidaturas importantes para o PSB, como em São Paulo, com Simone Tebet e Marina Silva.
Voltando para Pernambuco, o mesmo João Campos que tenta manter a candidatura de Capelli no Distrito Federal que derrubar a de Ivan Moraes, seu concorrente para o Palácio do Campo das Princesas. Comandante nacional do PSB, ele estaria ameaçando retirar o apoio da sigla à ex-deputada Manuela d’Ávila (PSOL), que lidera a corrida para o Senado no Rio Grande do Sul. O diretório estadual do PSOL em Pernambuco resiste e já organizou manifestação intitulada “Deixa o povo decidir”, defendendo a manutenção da candidatura de Ivan Moraes.

A estratégia de Campos pode sair pela culatra. Além de denotar desespero por estar atrás nas pesquisas e não conseguir reagir, pode insuflar os simpatizantes do PSOL a votarem em Raquel Lyra. Ivan tem aparecido em terceiro lugar nas pesquisas, na faixa dos 3%. Uma eventual saída elevaria o percentual de votos válidos do primeiro colocado, o que neste momento poderia levar Raquel a superar a faixa dos 50%. Seria um mau negócio.











