Da CNN – O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência, foi impedido de registrar sua candidatura nesta quinta-feira (13) depois que sua equipe identificou que ele consta no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como filiado ao Partido Missão.
A campanha já acionou o TSE para restabelecer a filiação de Flávio ao PL e permitir a conclusão do registro da candidatura. A equipe também vai acionar a Polícia Federal para investigar o episódio. A suspeita é de que tenha ocorrido um ataque hacker.
O TSE informou à CNN que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão, partido que tem Renan Santos como candidato ao Planalto.
A inconsistência foi descoberta pela equipe jurídica na manhã desta quinta, ao retomar o processo de registro da candidatura. Os advogados haviam iniciado a inserção dos dados no sistema da Justiça Eleitoral na quarta-feira (12), quando Flávio ainda constava como filiado ao PL.
Segundo a campanha, a filiação de Flávio ao Missão foi registrada no sistema às 23h17 de quarta-feira. Com a mudança, os dados que já haviam sido lançados para o registro da candidatura foram perdidos.
Agora, a prioridade da equipe jurídica é restabelecer a filiação ao PL para conseguir apresentar o pedido de registro. O prazo termina nesta sexta-feira (14).
Depois de regularizar a situação eleitoral, a campanha pretende pedir a abertura de uma investigação pela Polícia Federal para apurar como ocorreu a alteração da filiação às vésperas do fim do prazo para o registro das candidaturas.
Conforme mostrou a CNN, Flávio Bolsonaro tinha programado para hoje o registro da candidatura e do plano de governo. A apresentação das propostas segue prevista para ser feita durante uma live nas redes sociais nesta quinta-feira (13).
O documento, de 70 páginas, foi batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso” e pretende se apresentar como uma proposta para recuperar o que, segundo o candidato, o país perdeu durante o governo Lula e avançar, sobretudo, na economia.
Em 2024, um caso semelhante envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao PL por cerca de seis meses. O TSE anulou a filiação e acionou a Polícia Federal, que abriu inquérito para investigar a fraude. O episódio levou a Corte a reforçar as regras para registros de filiação partidária.









