Por Vinícius Sales – O ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou nesta segunda-feira (31) que uma reportagem da Folha de S.Paulo confirmou a existência de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre um suposto “gabinete do ódio” ligado ao governo de Raquel Lyra (PSD). A declaração foi dada durante coletiva de imprensa.
“A Polícia Federal confirmou, inclusive, uma investigação desde 2025 que está sendo realizada. Tentaram dizer que era mentira, que não estava sendo feita. A Polícia Federal confirmou isso, está na Folha de S.Paulo”, disse Campos.
A coluna Painel, da Folha, informou no domingo (30) que a PF apura a suposta existência de uma estrutura voltada a atacar adversários políticos da governadora de Pernambuco. Segundo o jornal, a investigação teve início no fim de 2025, após uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB), aliado de Campos.
A denúncia aponta a suposta existência de uma rede destinada a difamar adversários e afirma que integrantes teriam vínculos com o governo estadual por meio de cargos comissionados ou contratos de publicidade. A existência da investigação, no entanto, não significa que as acusações tenham sido comprovadas.
Durante a coletiva, Campos relacionou a apuração da PF às denúncias apresentadas anteriormente por deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Veja, quando em 2025 nós apontamos a existência do ‘gabinete do ódio’ ligado ao governo de Pernambuco, os deputados tentaram constituir uma CPI. A CPI foi impedida de ser constituída. Os deputados buscaram a Justiça e fizeram a denúncia à Polícia Federal”, afirmou.
O candidato também destacou que a investigação teria começado antes do ano eleitoral. “A Polícia Federal tem uma investigação em curso e, repito, isso é desde 2025. Em 2025 não tinha Copa do Mundo, não tinha eleição, era um ano comum. E havia essa estrutura de poder montada”, declarou.
Campos afirmou ainda que recorreu à Justiça diante das acusações relacionadas ao caso e disse confiar nas instituições para esclarecer os fatos. “Eu acredito nas instituições, acredito que a investigação vai poder elucidar isso e eu espero que seja muito rápido”, disse.
Raquel Lyra nega as acusações sobre a existência de uma estrutura em seu governo destinada a atacar adversários políticos. À Folha de S.Paulo, a governadora afirmou que faz campanha “às claras” e citou decisões da Justiça Eleitoral relacionadas a uma rede de perfis falsos que, segundo ela, teria sido utilizada para atacá-la.
O caso também já provocou disputas na Justiça Eleitoral. Em episódio anterior, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de uma publicação do PSB que associava o governo Raquel Lyra ao suposto “gabinete do ódio”.










