Por Manoel Medeiros – O desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo atendeu a um pedido da campanha de João Campos e determinou a remoção imediata de 14 postagens que tratavam do pedido de prisão preventiva que a Justiça Federal expediu contra o ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife João Guilherme de Godoy Ferraz.
A decisão já foi cumprida pela Meta/Facebook, que inclusive indisponibilizou para todo o País uma reportagem do Blog Manoel Medeiros do último sábado (5), que revelou que João Guilherme é investigado no âmbito da Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE). A exposição do currículo dele, que foi braço direito do ex-prefeito João Campos, e manteve influência na administração municipal, não poderá mais ocorrer conforme decisão judicial.
Três postagens do blog do jornalista Ricardo Antunes, que noticiou a decretação da prisão com exclusividade, também foram removidas a partir da mesma decisão. A prisão preventiva de João Guilherme de Godoy Ferraz, investigado em pelo menos mais três episódios com suspeitas de corrupção, foi determinada pelo juiz federal da 13ª Vara do Recife, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho porque ele teria destruído provas. Segundo informações em apuração, até o momento ele ainda não se apresentou à Justiça.
Veja a justificativa do desembargador: “A plausibilidade jurídica decorre da forma concreta pela qual determinadas publicações ultrapassam a situação individual do investigado e projetam sua carga negativa sobre o PSB, João Campos ou sua administração, ou alteram elementos temporais, funcionais e investigativos relevantes para a compreensão do acontecimento. Mostram-se relevantes as peças que utilizam o partido como elemento central de manchetes relacionadas a prisão e condição de foragido, que atribuem ao PSB uma “coleção de escândalos” ou que associam visualmente João Campos a investigação e documentos judiciais sem individualização de conduta sua”.
Apenas no período eleitoral, o Blog já teve 17 postagens – entre notícias e vídeos – removidas por decisões, na sua maioria monocráticas, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado. “Antes de qualquer opinião, precisamos respeitar as decisões, no entanto não nos impede de trazer o respeitoso questionamento sobre o estado democrático de direito e o direito à informação. Os dados que eu trouxe, que não repetirei aqui, são baseados num documento do MPPE e relevantes do ponto de vista do interesse público. Lamento muito”, afirmou Manoel Medeiros.
“Fizemos jornalismo puro mostrando que o investigado tem sim relações com o PSB, segundo a própria Justiça. Decisão da Justiça não se questiona, se cumpre, mas o juiz errou novamente”, comentou Ricardo Antunes.











