Da Folha de S. Paulo — Um ato na PUC-SP na noite de 31 de março reuniu figuras da esquerda para lembrar o golpe de 1964 e protestar contra a possibilidade de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O ex-ministro José Dirceu destacou a importância de eventos como esse, afirmando que não se pode permitir que tentativas de golpe fiquem impunes. Ele também mencionou que a direita, que não deseja Jair Bolsonaro em 2026, apoia o governador Tarcísio de Freitas.
Dirceu minimizou os atos dispersos da esquerda no dia anterior, enfatizando a necessidade de lutar nas ruas. O evento contou com a presença de figuras como José Genoino, Orlando Silva, Ivan Valente e a vereadora Luna Zaratini, além do cantor Chico César. Organizado pelo grupo de advogados Prerrogativas, o ato foi realizado em um contexto em que o governo Lula não promoveu cerimônias oficiais em memória do golpe por dois anos consecutivos, buscando evitar tensões com os militares.
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, defendeu a discussão sobre anistia, ressaltando a gravidade das tentativas de golpe. Dirceu comentou que a responsabilidade por atos simbólicos cabe à sociedade civil e destacou a ausência de comemorações nas Forças Armadas, contrastando com o passado. Genoino acrescentou que é crucial entender que, sem mudanças, novas tentativas de golpe podem ocorrer.












