Da Redação – Depois que, em uma ação articulada pelos governadores Wellington Dias (PI) e Camilo Santana (CE), o Ministério do Interior, no governo Bolsonaro, simplesmente retirou o trecho que ligava a ferrovia ao Porto de Suape, o então governador de Pernambuco sequer foi informado sobre o termo aditivo.
Se Paulo Câmara sabia da articulação, a história mostra que não tomou qualquer atitude. Raquel Lyra, que o sucedeu, tomou conhecimento do caso quando, em uma de suas viagens a Brasília, soube da homologação do documento assinado em 22 de dezembro de 2022 pelo Ministério do Interior, pelo Tribunal de Contas e por vários órgãos do governo federal.
Embora estivessem na oposição, Wellington Dias e Camilo Santana percorreram discretamente dezenas de gabinetes. Enquanto isso, o governador Paulo Câmara, que, nos oito anos de seus dois mandatos, brigou com os presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, excluiu o estado de qualquer tratativa. Paulo preferiu buscar um parceiro para operar a ferrovia, a mineradora Bemisa, que não tinha a mesma articulação do Piauí e do Ceará em torno do projeto.










