Por Ricardo Antunes – O silêncio do ex-servidor do Governo de Pernambuco, Amisadai Andrade, exonerado na última quarta-feira (26), tem gerado muita especulação. Nos corredores palacianos, circula a suspeita de que ele teria participado de uma armação com o PSB para prejudicar a governadora Raquel Lyra (PSD).
A gravação em que Amisadai fala que comandava o “gabinete do ódio” foi veiculada pela TV Record na terça-feira (25). Exonerado no dia seguinte, ele sequer veio a público se defender ou explicar. O que tem ampliado as suspeitas.
Desde que fundou o Portal de Prefeitura, há quase uma década, Amisadai passou a circular como imprensa pelos corredores do poder. Um vídeo em que o então prefeito do Recife, João Campos (PSB), parabeniza pelo nascimento de sua filha, bem como uma foto dele ao lado do secretário de Imprensa do Recife, Gilberto Prazeres, demonstraram a proximidade com o lado socialista. Apesar de estar cedido há mais de um ano para o governo, não havia registros de tal relação com a governadora.
As imagens divulgadas pela TV Record mostram Amisadai “vendendo seu peixe” para alguém que o estava gravando com um óculos, aparentemente sem consentimento. Ele diz que “desidratou” a imagem de João Campos, que havia sido reeleito prefeito com 78% dos votos, e no momento da gravação havia caído de popularidade para 52%. Atualmente, o socialista tem entre 35% e 40% de intenções de voto na maioria dos institutos de pesquisa, ficando atrás de Raquel.
A campanha estadual nos últimos dias focou na questão do “gabinete do ódio” e pouco se falou sobre propostas. A imprensa aguarda um comunicado de Amisadai, seja por ele ou através de advogados, para revelar o que aconteceu.
A expectativa é por um pronunciamento nesta segunda-feira (31) o que, vale dizer, é muito tarde para quem deveria dar explicações no outro dia. A não ser, claro, que o objetivo tenha sido apenas desgastar Raquel Lyra. Sites do sul do país continuam replicando às notícias sobre o “suposto gabinte do ódio” de Raquel Lyra.










