Do JC PE – A violência contra pessoas idosas tem, na maioria das vezes, um endereço conhecido: a própria casa. Muitas dessas agressões não deixam marcas visíveis, mas se manifestam por meio de negligência, abandono, humilhações e violência psicológica.
Em Pernambuco, somente nos cinco primeiros meses de 2026, foram registradas quase 30 mil violações de direitos contra pessoas idosas, segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A pessoa idosa já é o grupo etário com mais registros no Estado.
Em todo o Brasil, já foram mais de meio milhão de violações neste ano, depois de o País fechar 2025 com mais de 1 milhão de registros.
Para a geriatra Iolanda Galbiati, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia-Seccional Pernambuco (SBGG-PE), o dado reflete apenas uma fração do que acontece, já que a maioria dos casos não é denunciada.
“A pessoa idosa muitas vezes não denuncia porque o agressor é alguém que ela ama. Embora queira que a violência pare, ela não quer ver o filho ou outro parente punido. Esse conflito gera um silêncio que pode durar anos”, afirma Iolanda.













