Por Ricardo Antunes – Três dias depois de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) deve enviar para o Congresso Nacional um projeto de lei para perdoar as dívidas de empresas de eventos inscritas no Simples com a União. O anúncio foi feito pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, nesta sexta-feira (23), após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
No entanto, o aceno de mais essa bondade do governo, chegou muito tarde. Essa semana, Flávio Bolsonaro (PL) já tinha dito que iria retomar o projeto de auxílio para o setor.
Ontem, encontrei no Shopping RioMar, dois produtores de eventos que haviam votado em Lula (PT) e João Campos (PSB). Ambos me disseram que votariam no candidato da oposição justamente por isso.
“O maior programa de incentivos aos artistas e eventos foi criado em 2021 no governo do meu pai. Vou restabelecer o Perse para todo setor de eventos culturais, shows, turismo, que hoje estão sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro”, havia dito o candidato do PL, na última terça-feira (20).
“Vamos salvar o setor de shows, porque onde tem eventos o comércio vende mais, o taxista e o uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira”, completou ele.
O Perse (Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos) foi encerrado no ano de 2025 pelo presidente Lula, que alegou alto custo fiscal e apontou indícios de irregularidades no uso do benefício.
O Perse também gerou controvérsia após a divulgação de uma lista de beneficiários que incluía influenciadores digitais e artistas. Quando estava em vigor, o programa concedia benefício da alíquota zero dos tributos: Imposto de Renda (IR), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS), e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Por abdicar do recolhimento de tributos, o Perse gera perda de arrecadação.











