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Após vitória de Morales, Bolívia enfrenta dia de greves e protestos

Ricardo Antunes Por Ricardo Antunes
25/10/2019 - 22:20
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Por O Globo e agências internacionais de O Globo

 

Um dia depois do Tribunal Supremo Eleitoral confirmar a reeleição de Evo Morales à Presidência da Bolívia, novos protestos levaram milhares de pessoas às ruas de cidades em todo o país, exigindo a realização de um segundo turno, mesmo com os resultados oficiais mostrando vitória do atual mandatário no primeiro turno. Em uma semana, 29 pessoas ficaram feridas e 57 foram detidas em protestos em diferentes pontos do país.

Em La Paz, várias ruas foram bloqueadas e manifestantes levavam cartazes e bandeiras bolivianas, sendo acompanhados por uma paralisação em alguns setores.  O sistema de transportes da cidade foi afetado, e muitas lojas sequer abriram as portas. No começo da noite, uma multidão se reuniu diante do Tribunal Supremo Eleitoral. Atos semelhantes ocorreram em cidades como Cochabamba e Santa Cruz, principal bastião oposicionista, mas sem confrontos graves.

 

Manifestantes bloqueiam avenida em La Paz, exigindo a realização de um segundo turno entre o presidente Evo Morales e o ex-presidente Carlos Mesa, segundo colocado na eleição deste domingo Foto: JORGE BERNAL / AFP
Manifestantes bloqueiam avenida em La Paz, exigindo a realização de um segundo turno entre o presidente Evo Morales e o ex-presidente Carlos Mesa, segundo colocado na eleição deste domingo Foto: JORGE BERNAL / AFP

Os protestos começaram no domingo, após uma controvérsia envolvendo o sistema de contagem rápida, um mecanismo que não substitui a contagem oficial e tem caráter informativo. Pouco depois do fechamento das urnas, o sistema apontava 83% das atas conferidas e sinalizava para um segundo turno entre Morales e o ex-presidente Carlos Mesa. As atualizações, porém, não foram mais feitas até a manhã de segunda-feira , quando os números indicavam vitória de Morales já no primeiro turno.

 

Para os oposicionistas, esse era um sinal claro de fraude, e eles foram às ruas defender a realização de um segundo turno mesmo antes da divulgação dos resultados oficiais, que só foi feita nesta quinta-feira. Mesa afirmou que “o governo está desprezando o voto popular” — além dos manifestantes, o ex-presidente tem o apoio de uma frente política, a Coordenadoria da Defesa da Democracia, formada por integrantes de siglas que vão do centro até a direita.

— Tem que haver um segundo turno. O árbitro eleitoral lamentavelmente não é confiável —  disse nesta sexta-feira o parlamentar opositor Marco Antonio Fuentes ao se referir à interrupção súbita da apuração preliminar no domingo, que gerou as dúvidas sobre o resultado.

Analistas e diplomatas temem que a onda de protestos e as acusações de fraude possam mexer nas relações com grandes parceiros comerciais, especialmente no setor de gás, uma das principais fontes de renda. Segundo um vice-ministro responsável pelo orçamento nacional, o impasse terá efeitos sobre a economia, mas descartou problemas de abastecimento de comida e combustíveis.

Apoio do campo

 

Morales, por sua vez, rechaça as acusações, e afirma que grande parte de sua vitória se deu pelo apoio das populações indígenas e campesinas, que desde sua primeira eleição, em 2005, votam majoritariamente com ele.

“Infelizmente em nossa História havia o costume de excluir e ignorar os direitos do movimento indígena originário do campo. Hoje a História se repete com alguns setores que querem repetir essa discriminação com o voto do campo que nos deu a vitória”, escreveu no Twitter. “É a quarta eleição que ganhamos democraticamente. Nos impusemos com mais de meio milhão de votos. Estou muito agradecido ao movimento indígena; nunca me abandonaram”.

Mais tarde, durante a inauguração de obras em áreas rurais, voltou a agradecer seus eleitores.

— Respeitamos e saudamos o voto urbano, do exterior, mas o voto da área rural garantiu o processo de mudança e o desenvolvimento do povo boliviano. Muito obrigado pelo apoio e agora temos que seguir trabalhando pelo bem da sociedade.

Eleição mais apertada

 

Os números finais mostram que Evo Morales recebeu 47,07% dos votos, sua vitória mais apertada desde que foi eleito pela primeira vez, em 2005. Carlos Mesa obteve 36,51%. Pelas regras na Bolívia, vence a eleição no primeiro turno o candidato que obtiver 50% dos votos mais um ou que obtiver mais de 40% dos votos com uma diferença de 10 pontos percentuais para o segundo colocado.

Com 10,56 pontos percentuais à mais que Mesa, o Tribunal Supremo Eleitoral considerou que Evo era o vencedor, apesar das acusações de fraude, rechaçadas pelo presidente e representantes do governo, como o chanceler Diego Pary, que defendeu a lisura do processo eleitoral na quinta-feira, durante sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, defendeu um segundo turno e que uma proclamação final ocorra apenas depois de uma auditoria que deverá ser realizada pela organização, um discurso que também conta com o apoio de Brasil, Estados Unidos, Argentina e Colômbia.

— Podem fazer auditoria a OEA, a União Europeia. Estamos abertos a qualquer auditoria. (O sistema eleitoral boliviano) é transparente — disse María Eugenia Choque, presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, nesta sexta ao anunciar a contabilização de 100% dos votos, sem, no entanto, dizer se o TSE aceitaria as condições da OEA, que  desejam que o resultado de sua auditoria seja vinculante.

 

A União Europeia também defende uma nova votação, dizendo que ela vai servir para “restabelecer a confiança e assegurar o respeito pleno à escolha democrática do povo boliviano”. Sem falar em um segundo turno, o secretário-geral da ONU, António Guterres , defendeu a auditoria das atas eleitorais, pela OEA e que contaria com o apoio do próprio governo boliviano. Já o escritório da alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos se disse preocupado com os relatos de violência policial que “possam violar os princípios básicos do uso da força”.

Mas também há demonstrações de apoio a Evo Morales no exterior. Os governos de México e Cuba mandaram felicitações ao presidente pela vitória nas urnas, enquanto o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exaltou o aliado em discurso durante reunião do Movimento dos Não-Alinhados, no Azerbaijão.

— Aqui vai toda solidariedade ao povo da Bolívia e muito especialmente ao irmão presidente Evo Morales Ayma — afirmou, pedindo aos demais países que reconheçam a legitimidade da vitória de Morales.

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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