Do UOL – A Espanha martelou, balançou as redes na prorrogação, venceu a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo e conquistou seu segundo título mundial. A decisão aconteceu no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), neste domingo (19).
O gol salvador foi de Ferran Torres, atacante do Barcelona. O camisa 7 foi o herói no tempo extra com o mesmo roteiro de 16 anos atrás, quando Iniesta também fez no tempo extra e deu o título à Espanha. Os sul-americanos resistiram por 106 minutos, mas Dibu Martínez acabou superado.
A Espanha aproveitou a superioridade numérica na prorrogação, já que Enzo Fernández foi expulso no fim do tempo regulamentar. O argentino levou o segundo amarelo após chegar atrasado em dividida com Cubarsí e complicou sua seleção nos minutos finais da decisão.
A equipe de Luis de la Fuente começou a Copa com empate contra Cabo Verde, mas venceu todas as partidas na sequência. A Fúria encerra o torneio levando apenas um gol, na vitória contra a Bélgica, nas quartas de final. O ataque, por outro lado, balançou as redes 14 vezes na competição.
Com a vitória, a Espanha também bateu recorde e agora é a seleção com maior sequência invicta na história. São 38 jogos sem perder, um a mais que a Itália, que ficou 37 duelos sem perder entre 2018 e 2021.
A Argentina venceu os sete jogos no caminho até a decisão. O time comandado por Lionel Scaloni marcou 19 gols e cedeu apenas oito. Viradas “relâmpago” no fim dos jogos contra Egito e Inglaterra, ambas no mata-mata, marcaram a campanha. A novela, no entanto, não se repetiu na final.
A Copa do Mundo teve 104 partidas disputadas. Foi a primeira edição com número ampliado de participantes, com 48 seleções em vez de 32. O Mundial também teve três sedes: Estados Unidos, México e Canadá.
De volta ao topo
Dezesseis anos depois, a Espanha levantou novamente a taça da Copa do Mundo. Em 2010, venceu a Holanda na decisão, em um jogo memorável que também terminou com gol na prorrogação.









