Por Ricardo Antunes – O ex-chefe de gabinete do Governo de Pernambuco, Renato Xavier Thiebaut, continua prestigiado na família Campos. Réu por corrupção passiva, ele é assessor nacional do PSB, partido presidido pelo candidato a governador João Campos. Thiebaut atuou como chefe de gabinete do pai dele, o ex-governador Eduardo Campos, e seguiu na administração do sucessor, Paulo Câmara.
Com salário mensal de R$ 16,9 mil, oriundos de recursos do fundo partidário, Thiebaut já foi alvo de matéria na coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, os pagamentos a Thiebaut somariam R$ 354,7 mil.
À época, o PSB Nacional alegou que ele “não possui qualquer condenação civil ou criminal que desabone a sua atuação”. O ex-secretário é acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e já foi alvo de uma operação da Polícia Federal.
Thiebaut foi tesoureiro da campanha de João Campos à Prefeitura do Recife, em 2020, função que já havia exercido nas campanhas de Eduardo Campos. O socialista se elegeu acusando o PT de corrupção. Em 2024, ele chegou a contestar na Justiça a informação de que teria sido tesoureiro, mas o pedido foi negado.
Ele já foi acusado de receber propinas por obras na Compesa e nas secretarias de Saúde, Educação e Projetos Estratégicos. Nesta última, atuou diretamente como secretário, já na gestão Paulo Câmara, entre 2015 e 2022. As investigações revelaram que ele atuava juntamente com outra figura conhecida no meio político: o empresário Sebastião Figueiroa.
Veja os documentos:













