Por Ricardo Antunes – A fotografia do momento coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) como adversária do PSB, que costuma promover verdadeiras campanhas de ódio contra seus contrários. Que o digam os postulantes ao Senado pela chapa dos socialistas, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), além do próprio PT.
Ambos sofreram difamações da ala que não respeita ninguém que não esteja ao lado do PSB. É a natureza desse grupo político e está em seu DNA. Vamos à sessão “recordar é viver” para os mais jovens.
Em 2014, pouco antes da morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo, no meio da campanha presidencial, seu candidato a sucessor, Paulo Câmara, patinava nas pesquisas.
Já era meados de agosto, e as pesquisas apontavam vantagem para Armando Monteiro Neto de quase 30 pontos percentuais. A virada veio com a comoção provocada pelo acidente, mas não sem crueldade: militantes socialistas espalharam por diversos muros do Estado a frase “O PT matou Eduardo”. Então presidente do PT, a hoje senadora Teresa Leitão denunciou o caso à Polícia Civil de Pernambuco, mas pouco se tomou conhecimento sobre as investigações. Hoje, Teresa é defensora figadal de João Campos.
Naquele mesmo ano, Marília, que ainda era filiada ao PSB, mas havia rompido com o partido e apoiava Armando, viu seu nome batizar uma cadela vira-lata resgatada na rua e que ficava no comitê do PSB no Recife. A “homenagem” foi denunciada por ela, mas pouco efeito gerou. Assim como Teresa, Marília reatou relações com João Campos após anos de atrito.
Em 2018, já filiada ao PT, Marília foi impedida pelo partido de disputar o Governo de Pernambuco. Dois anos depois, ela concorreu à Prefeitura do Recife e sofreu ataques diretos do próprio João Campos, que saiu vencedor.
O socialista disse textualmente que a quantidade de “presos por corrupção do partido não dava para contar nas duas mãos”. Hoje, como dissemos, o PT está aliado na chapa de Campos. Marília, também.
A eleição pega fogo, e só a gente conta essas histórias para você.










