Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Política

Opinião: “Ele não muda, como o Vírus, Bolsonaro tem uma identidade”, por Reinaldo Azevedo

Bolsonaro poderia estar no comando dos esforços para que o país supere aquela que tem tudo para ser a quadra mais difícil de sua história.

Por Ricardo Antunes
04/04/2020 - 08:02
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Reinal Azevedo, UOL – O presidente Jair Bolsonaro insiste na sua cruzada destrambelhada contra as medidas de quarentena. Em vez de conversar com os governadores, ele os insulta. Em vez de dialogar com os cientistas e especialistas, ele os hostiliza. Em vez de se colocar como o líder de uma nação, acima das divergências — ao menos enquanto pesar sobre as nossas cabeças a espada do invisível, mas certo e perigoso —, ele prefere falar com o líder de uma facção. Em vez de granjear apoios para uma batalha que será necessariamente longa, vai fazendo adversários.

Bolsonaro, junto com os extremistas que estão à sua volta e que o isolam até do núcleo militar de governança do Palácio do Planalto, decidiu usar o vírus para fazer uma aposta: de uma lado, estão ele e seus sectários, com evidente apelo messiânico (sem trocadilho); do outro, o resto dos brasileiros e, literalmente, o resto do mundo.

Bolsonaro deita no divã em praça pública. Notem que sempre foi assim. Ele repete um padrão porque isso o define. Ao longo de 28 anos, ficou à margem de tudo na Câmara dos Deputados. Ninguém queria saber o que pensava. E, quando ele se fazia ouvir em razão de alguma barbaridade dita aos quatro ventos, então vinha a óbvia constatação de que melhor, no seu caso, sempre foi silêncio.

Sua candidatura à Presidência repetiu essa narrativa — embora, nesse caso, estejamos diante de uma farsa. Seu nome contava havia muito tempo com um sólido apoio empresarial. Alguns desses donos do dinheiro estão na raiz da pressão para que ele dê um jeito de acabar com a quarentena.

Mas volto ao ponto: repetiu-se na campanha a fantasia do homem solitário contra o mundo; do “um contra todos”. O antipetismo que não conseguiu encontrar um porta-voz com contundência compatível com a indignação; a militância abertamente política de Sergio Moro e da Lava Jato, destroçando a política dita tradicional, e a facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira, somados, elegeram aquele deputado, antes marginal, presidente da República.

O homem ocupado apenas em pendurar familiares na política para garantir a todos uma boa vida, que usava funcionários da Câmara para afazeres de sua vida privada e que tinha um filho deputado estadual cujo gabinete era uma pequena central para operar rachadinhas, bem…, este homem foi guindado pelo voto ao comando de uma das maiores e socialmente mais desiguais democracias do planeta. Em que daria o sortilégio?

Já não vinha dando em coisa boa, reitere-se. O resultado já era pífio. Não fosse o conjunto de circunstâncias que acabou resultando no tal “parlamentarismo branco” ou “informal”, o presidente teria beijado a lona bem cedo. Se a reforma da Previdência tivesse naufragado, ele não teria se sustentado no poder.

Curiosamente, o “não-governar” lhe garantiu a permanência no governo; o “não-fazer” resultou em alguma eficiência; o alheamento das coisas da administração lhe assegurou uma solidez aparente ao menos no cargo. Em paralelo, note-se, as oposições viviam, e vivem ainda, no transe pós-derrota. O mundo parecia sorrir para Bolsonaro. Mordomos invisíveis, como escreveu o poeta, administravam o essencial da casa — refiro-me à cúpula do Congresso —, e ele podia se entregar alegremente à gazeta, à bagunça, usando seu enorme tempo livre para ofender, achincalhar, dividir o país, alimentando, assim, a sede de impostura, vigarice e truculência de suas milícias nas redes sociais.

Mas aí apareceu o “Alien”, o não-ser que veio de fora; aquele troço que, segundo a teoria, nem ser vivo é; o “walking dead”, o “flying dead”, o “floating dead”… Tomou o mundo e, de um modo terrível, obrigou os governos da Terra a se mostrar como de fato são.

Bolsonaro fez a sua, vá lá, carreira política dividindo pessoas, inventando inimigos inconciliáveis, atacando, agredindo; xingando, vituperando contra o mundo, ignorando a história, desprezando a razão, fazendo pouco caso da ciência… E eis que aquele troço, aquele ladrão de células, aquele White Walker que torna os organismos escravos de seus comandos amorais, faz com que o presidente do Brasil se desnude.

Ele não tem a mais remota noção do que fazer. E age segundo os modos que sabe: dividindo; atacando; apostando no quanto pior, melhor; mirando em tudo o que não reproduz aquela bolha de valores mesquinhos que define a sua identidade.

Notem: as pesquisas que vêm a público do Datafolha e da XP evidenciam que ele não está colhendo frutos positivos de sua postura absurdamente negacionista e arruaceira. Ao contrário: aqueles que resolveu marcar como inimigos crescem, e ele próprio diminui. Na pesquisa da XP, por exemplo, em duas semanas, seu índice de ruim/péssimo saltou de 36% para 42%; o de ótimo e bom variou de 30% para 28%. No mesmo período, a aprovação à atuação dos governadores pulou de 26% para 44%; a reprovação despencou de 27% para 15%.

No Sudeste, região com a maior população do país, os chefes dos executivos estaduais têm agora 37% de “ótimo e bom”, contra 19% de “ruim e péssimo” (há duas semanas, 22% e 27% respectivamente). Os do Nordeste, região com a qual ele jamais procurou se conciliar, a aprovação dos governadores foi de 27% para 50%; a reprovação caiu de 30% para 13%. No dia 20 de fevereiro, 47% diziam que a economia estava no caminho certo; agora, só 36%. No período, galopou de 40% para 50% os que a veem no caminho errado.

Bolsonaro poderia estar no comando dos esforços para que o país supere aquela que tem tudo para ser a quadra mais difícil de sua história. Certamente a temporária e necessária quarentena não é boa para ninguém. O país precisa de um líder que comande o recuo gradual a uma situação de quase normalidade — e sob trauma, porque sabemos que aquele quase-nada invisível estará à espreita, em busca de nossos pulmões. Ele quer a nossa vida não para que possa viver. Ele apenas nos mata.

Ocorre que esse Bolsonaro não existe. Acreditem: nem é por querer que Bolsonaro não muda a sua persona. É que ele não pode. Assim como coronavírus, ele é um organismo que se infiltrou na política e que prospera na doença, no organismo combalido da democracia.

Mas temos de sobreviver, não é? E vamos.

EnviarTweet19Compartilhar44Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

A campanha avaliou em mais de um milhão de pessoas no percurso

Jovens lideram ato pró-Lula e lotam sete quarteirões da Paulista

Da Uol - O ato político organizado pela campanha de Lula (PT) à Presidência na capital paulista hoje (11) foi marcado por uma mudança de comando: em vez...

Pedro Campos (PSB), Eduardo Moura (Novo) e Tábata Amaral (PSB) (esq. p/ dir.)

“Pedrinho e Tábata. Estou chegando”, diz Eduardo Moura, que quer dizimar o PSB

Da Redação - O deputado federal eleito Eduardo Moura (Novo) voltou a provocar dirigentes e aliados do PSB ao afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, que pretende...

WhatsApp deve suspender o canal de Janones em até três horas após a notificação

TSE determina suspensão de canal pró-Lula de Janones no WhatsApp após ação de Flávio

Da Uol - O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a suspensão do canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG),...

Os deputados estaduais eleitos Breno Araújo (PT), Luciano Duque (Podemos) e Sebastião Oliveira (Avante)

Serra Talhada elege três deputados estaduais. Caruaru, zero

Por Vinícius Sales - As eleições de 2026 produziram um contraste na representação política de duas das principais cidades do interior de Pernambuco. Enquanto Serra Talhada, no Sertão...

O cantor João Gomes

João Gomes é pressionado nas redes a declarar voto no segundo turno

Por Vinícius Sales - O cantor pernambucano João Gomes passou a ser alvo de cobranças nas redes sociais para declarar voto no segundo turno da eleição presidencial. A...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Doria e Lula confirmam: política é território da farsa, por Josias de Souza

Por favor, faça login para comentar

Camaragibe

Ipojuca

RELACIONADOS

Jornalista vai representar contra juíza no CNJ por “abuso de autoridade”

Como será o debate da Globo na próxima sexta (28)

Documentos indicam repasses ao chefe de gabinete perto dos empréstimos

Ex-funcionária fez PIX e pagou cartão da esposa de Mario Frias, mostram comprovantes bancários

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 destaque Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.