Do Metrópoles – As irregularidades nos negócios do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master ultrapassam a marca de R$ 20 bilhões, segundo a auditoria independente da Machado Meyer em parceria com a Kroll.
O escritório representa o BRB e pede indenização pelas carteiras podres ou inexistentes adquiridas do Banco Master, como revelou o Metrópoles. No documento enviado à 13ª Vara Cível de Brasília, na semana passada, a Machado Meyer diz que “grupos de trabalho internos para a revisão dos processos identificaram falhas graves e indícios relevantes de irregularidades em porção significativa dos mais de R$ 20 bilhões em operações com o Master“.
“Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB adquiriu carteiras de crédito do Banco Master e do Will Bank que totalizaram R$ 26,6 bilhões, especialmente nos segmentos de crédito consignado e varejo. O volume das operações de crédito foi elevado, chegando a cerca de R$ 6 bilhões apenas em 2024, e os primeiros indícios de irregularidades só se consolidaram após o início de 2025”, diz trecho do documento obtido pela reportagem.
De acordo com a auditoria, portanto, as operações do BRB com o Master ultrapassaram os R$ 30 bilhões – montante já apontado pela coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.
Ao solicitar a indenização, o BRB também pediu que o patrimônio dos donos do Master e de pessoas relacionadas às supostas fraudes das carteiras “também se sujeite à condenação imposta ao Master, viabilizando a efetiva recomposição dos prejuízos gerados ao BRB”.
Nesse processo, são apontados como réus: Banco Master, Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Monteiro, bem como os fundos Bandeirante, Asterope FIP, Victoria FIM, 963 FIM, Siracusa, Borneo, Casamata, Delta e Deneb.








