Da Redação – A coordenação jurídica da coligação Pernambuco de Coração, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), afirmou neste domingo (4) ter acionado a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal após receber denúncias de suposta compra de votos e boca de urna em diferentes pontos do Recife e da Região Metropolitana.
Em entrevista exclusiva ao Portal, os advogados Delmiro Campos e Edgar Moury, que integram a equipe jurídica da coligação, disseram que a campanha recebeu ao longo do dia vídeos e fotografias que supostamente mostram irregularidades nas proximidades de locais de votação, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade social.
“Todos os grupos de WhatsApp que temos, coordenadores de campanha, advogados e apoiadores, vêm sendo surpreendidos pela quantidade de vídeos e fotos de uma militância fardada, de amarelo, assediando diretamente o eleitorado da Região Metropolitana do Recife”, afirmou Delmiro. Segundo ele, os registros estão sendo reunidos e protocolados junto à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal.
Delmiro também comentou uma medida judicial apresentada pela Frente Popular de Pernambuco no sábado (3), que, segundo ele, buscava limitar a chamada “operação saturação” das forças de segurança. “Nós nunca vimos, quem participa de eleição, um pedido de contenção da atividade policial. Eu nunca vi ninguém pedir que a polícia deixe de atuar ou que atue de forma menor”, declarou.
O advogado afirmou que a medida foi extinta pela Justiça Eleitoral neste domingo e rejeitou acusações de que Raquel teria utilizado as forças policiais com finalidade eleitoral. Segundo Delmiro, associar a governadora a uma interferência política na atuação policial é uma acusação que já teria motivado decisões judiciais para retirada de conteúdos.
Edgar Moury, por sua vez, afirmou que a coligação acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para pedir providências. “Boca de urna, compra de voto, na verdade, atentam evidentemente contra o direito da governadora e da vice de participarem de uma eleição livre, mas atentam, sobretudo, contra a lisura do processo eleitoral”, disse.
Moury afirmou ainda que a campanha espera a responsabilização tanto de eventuais autores das irregularidades quanto de possíveis responsáveis pela organização das ações denunciadas. “Que os executores sejam responsabilizados, mas, sobretudo, aqueles que organizaram, que orquestraram e que patrocinaram essa trama”, declarou. As acusações apresentadas pela coligação ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.











