Por Manoel Medeiros – O Conselho Nacional de Justiça negou o recurso do juiz Rildo Vieira Silva na tentativa de impedir a continuidade das apurações sobre sua conduta no caso da anulação da Operação Barriga de Aluguel. O processo disciplinar averigua suposta ligação da anulação com possível mudança do concurso de procurador do Recife em dezembro de 2025. A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do corregedor nacional, ministro Benedito Gonçalves, foi proferida na última quarta-feira (30).
Dessa forma, segue em investigação a reclamação disciplinar solicitada ainda em janeiro pelo jornalista e economista Manoel Medeiros, titular deste espaço, que apresentou a petição pedindo a punição do juiz ainda em janeiro. De acordo com o ministro que indeferiu o recurso, “a parte recorrente (juiz Rildo) não trouxe em seu recurso qualquer fundamentação jurídica ou fato novo suficiente para infirmar a decisão terminativa”.
No recurso do magistrado, que está em segredo de justiça, ele teria tentando descredibilizar Manoel Medeiros a partir do fato dele ser candidato a deputado estadual. O juiz também teria narrado processos criminais que Manoel enfrenta por ter denunciado possíveis esquemas de corrupção.
Rildo Vieira é um dos personagens centrais do episódio concurso no Recife: em seis de novembro de 2025, poucas horas após assumir o caso da Operação Barriga de Aluguel, do MPPE, ele anulou toda a investigação. No dia seguinte, seu filho colheu o exame de sangue para exame admissional e em dezembro de 2025 foi nomeado procurador judicial do Recife na vaga de PCD mesmo sem ter se inscrito na condução. O concurso havia sido homologado dois anos e meio antes.
Manoel Medeiros, que revelou o caso em 26 de dezembro de 2025, liderou um abaixo-assinado, composto por 800 assinaturas, pedindo a responsabilização do juiz, que teria anulado as investigações sem justa causa.
A 2ª Vara Criminal do TJPE modificou a decisão em 28 de janeiro deste ano, liberando as investigações. Dois dias depois, a partir de uma petição do advogado do PSB, representando três secretárias da Prefeitura, Gilmar Mendes trancou novamente o inquérito, situação mantida até hoje.










